Ouça a coluna ‘CBN Nutrição’, com Maria Cristina Trovó
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma das principais causas de procura por atendimento médico e nutricional no Brasil, Refluxo atinge um em cada cinco brasileiros, afetando cerca de 20% da população, ou seja, um em cada cinco brasileiros. Essa condição pode ser controlada por meio de uma alimentação adequada e mudanças no estilo de vida.
Principais causas do refluxo: O refluxo ocorre principalmente em pessoas com excesso de peso ou obesidade e naquelas que adotam uma alimentação inadequada. Entre os fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença estão o consumo frequente de alimentos gordurosos, bebidas alcoólicas, refrigerantes, produtos industrializados, doces, chocolate, café e alimentos com excesso de aditivos químicos. Além disso, alimentos como feijão, brócolis e repolho podem agravar o refluxo em indivíduos sensíveis ou intolerantes a esses itens.
Sintomas e complicações associadas: Os sintomas mais comuns do refluxo incluem azia, tosse persistente e taquicardia, especialmente após as refeições. Outros sinais frequentes são náuseas, vômitos, rouquidão e dor de garganta. Muitas vezes, esses sintomas são subestimados ou não associados à doença, o que pode dificultar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
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Orientações nutricionais e comportamentais: O tratamento nutricional para o refluxo gastroesofágico recomenda a ingestão de refeições em pequenos volumes para evitar a digestão prolongada, que favorece o retorno do ácido gástrico ao esôfago. É indicado também evitar a ingestão de líquidos durante as refeições, pois eles diluem o suco gástrico e dificultam a digestão. Alimentos ácidos, como frutas cítricas, tomates e seus derivados, café, chá mate, refrigerantes à base de cola, picles, pimentão, comidas gordurosas, chocolate e gengibre devem ser evitados para reduzir os sintomas.
Medidas adicionais para controle do refluxo
Além das mudanças alimentares, recomenda-se não deitar imediatamente após as refeições para evitar o refluxo do ácido gástrico. Elevar a cabeceira da cama entre 15 e 20 centímetros pode ajudar a reduzir o retorno do ácido ao esôfago durante o sono. Para isso, podem ser utilizados travesseiros anti-refluxo, que possuem uma inclinação progressiva para manter a parte superior do corpo elevada.
Panorama
O refluxo gastroesofágico é mais prevalente em países ocidentais, possivelmente devido aos hábitos alimentares e ao estilo de vida mais estressante. Em contrapartida, no Oriente, onde práticas voltadas à tranquilidade e equilíbrio são mais comuns, a prevalência da doença é menor. O estresse é um fator que pode agravar os sintomas do refluxo, e recomenda-se evitar as refeições em momentos de tensão, buscando atividades que promovam o relaxamento antes de comer.