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Reforma trabalhista cria regra para evitar ‘ações de má fé’

Trabalhador que processar empresa por função que não exerceu terá que arcar com os gastos do patrão
Reforma trabalhista
Trabalhador que processar empresa por função que não exerceu terá que arcar com os gastos do patrão

Trabalhador que processar empresa por função que não exerceu terá que arcar com os gastos do patrão

A reforma trabalhista introduziu mudanças significativas no que diz respeito à litigância de má-fé em processos trabalhistas. A partir de novembro de 2023, trabalhadores e empregadores que alterarem a realidade dos fatos, protelar processos com recursos desnecessários ou induzirem o juiz ao erro, estarão sujeitos a multas de 10% do valor da causa, além de possíveis indenizações à parte contrária.

Impacto nos trabalhadores

Leandro Furlan, um ex-estagiário que buscou a justiça após o não pagamento integral de seus direitos, expressa preocupação com a nova legislação. Ele acredita que a penalidade por litigância de má-fé poderá inibir muitos trabalhadores, mesmo aqueles com direitos legítimos, de buscar a justiça por medo de arcar com custos adicionais em processos contra grandes empresas com robustos departamentos jurídicos. A insegurança jurídica gerada pela reforma pode, portanto, dificultar o acesso à justiça para trabalhadores com demandas mais frágeis.

A visão dos especialistas

A advogada Danielle Favorietto reconhece que a mudança pode inibir a busca por direitos, mas também destaca um aspecto positivo: as ações judiciais deverão ser mais bem fundamentadas, com maior embasamento legal. O juiz Marcelo Bueno-Paloni, do Tribunal Regional do Trabalho, esclarece que a lei que obriga o pagamento de custas processuais é a vigente na data do pedido da ação. A Associação dos Magistrados Brasileiros recomenda a busca por um advogado especialista antes de ingressar com qualquer ação trabalhista.

A nova legislação, que entra em vigor em novembro de 2023, visa desafogar o sistema judiciário. No entanto, é importante que trabalhadores estejam cientes dos riscos e busquem orientação jurídica adequada antes de iniciar um processo trabalhista, garantindo assim a defesa de seus direitos de forma eficaz e segura.

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