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Reforma Trabalhista é discutida em evento em Ribeirão Preto

CBN Ribeirão ouviu especialistas para analisarem alguns pontos polêmicos do texto
Reforma Trabalhista
CBN Ribeirão ouviu especialistas para analisarem alguns pontos polêmicos do texto

CBN Ribeirão ouviu especialistas para analisarem alguns pontos polêmicos do texto

A reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017, gerou incertezas, especialmente entre advogados. Aprovada sem amplo debate, a lei criou um cenário de insegurança jurídica, agravado pela não aprovação de uma medida provisória que alteraria 18 artigos.

Queda nas ações trabalhistas

Segundo Caio Augusto Silva dos Santos, secretário-geral da OAB de São Paulo, as ações trabalhistas na justiça caíram pela metade desde a vigência da reforma. Atribui-se essa redução ao receio dos cidadãos em arcar com as custas processuais em caso de derrota, uma nova regra imposta pela reforma. Para Santos, a justiça deve permanecer acessível a todos que buscam defender seus direitos.

Tarifação do dano moral e suas implicações

Elane Cristina Beltrante Camargo, conselheira da Associação dos Advogados de São Paulo e advogada trabalhista, critica a tarifação do dano moral como o ponto mais negativo da reforma. Essa tarifação, baseada no salário do empregado, gera injustiças, pois um trabalhador que ganha R$ 1.000,00 recebe indenização quatro vezes maior que um que ganha R$ 30.000,00, mesmo sofrendo o mesmo tipo de assédio (moral ou sexual), por exemplo.

Análise cautelosa e o futuro da justiça trabalhista

A desembargadora Regina Maria Dubu Gras, do Tribunal do Trabalho da 2ª Região de São Paulo, discorda da ideia de inibição do acesso à justiça. Para ela, a reforma exige análise mais cautelosa dos casos por parte dos advogados, evitando ações frágeis que sobrecarregam o judiciário. A prescrição trabalhista de dois anos permite uma avaliação mais criteriosa dos processos. A redução de ações desnecessárias permitirá que o judiciário se dedique com mais eficiência aos casos que realmente demandam atenção. Caio Augusto Silva dos Santos complementa que os excessos devem ser analisados caso a caso pelo judiciário, e não se pode atribuir a culpa à advocacia. Domingos Stocco, presidente da 12ª subseção da OAB de Ribeirão Preto, reconhece a insegurança jurídica gerada pela aprovação apressada da reforma, mas defende a superação desse momento e o foco no futuro.

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