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Reformulação da rede estadual de ensino será definida essa semana

Reunião entre 91 representantes de diretorias regionais de ensino será feita nesta terça-feira
rede estadual de ensino
Reunião entre 91 representantes de diretorias regionais de ensino será feita nesta terça-feira

Reunião entre 91 representantes de diretorias regionais de ensino será feita nesta terça-feira

A reformulação do ensino na rede estadual para 2016 deve ser definida nesta semana. O governo do estado planeja dividir o ensino em três ciclos distintos: escolas dedicadas exclusivamente ao ensino fundamental inicial, escolas focadas no ensino fundamental final e escolas destinadas apenas ao ensino médio.

Reunião Decisiva entre Governo e Diretorias de Ensino

Representantes de 91 diretorias de ensino se reunirão hoje com o governo estadual para tomar decisões cruciais sobre essa reformulação. O estudo da divisão regional de ensino, finalizado na semana passada, também será apresentado durante o encontro. Simone Maria Loca, dirigente regional, detalhou que o plano inicial envolve o remanejamento de alunos de cinco das 102 escolas administradas pelo governo estadual na região. A dirigente assegura que o remanejamento será feito de forma consciente e para o bem de todos os envolvidos.

Temores e Protestos em Meio à Reestruturação

Professores e alunos da rede estadual manifestam preocupação com o possível remanejamento. O conselheiro Fábio Sardinha, do Conselho Estadual de Ensino da Aposp, informou que cerca de três mil pessoas planejam se reunir em frente à Secretaria Estadual de Ensino para protestar, mesmo que nenhuma decisão definitiva seja tomada hoje. Representantes da Aposp aguardam informações concretas sobre quais escolas serão afetadas e buscam evitar o fechamento de unidades.

Impacto nos Municípios e a Crise Econômica

Entre 1998 e 2015, a rede estadual de ensino registrou uma perda de dois milhões de alunos, motivando o governo a realizar estudos para a reestruturação do ensino. Essa iniciativa levanta preocupações, principalmente nos municípios, que podem ter que absorver alunos de diferentes ciclos. A crise econômica também é um fator de apreensão, com a possibilidade de pais transferirem seus filhos de escolas particulares para a rede pública.

Marcos Mota, presidente da Associação Paulista dos Municípios, ressaltou que o aumento do desemprego leva ao crescimento da demanda por serviços públicos, incluindo a educação. Ele enfatizou a importância de esclarecer as questões envolvidas na reestruturação para evitar prejuízos aos alunos e professores.

Em suma, o cenário exige atenção e diálogo para garantir que as mudanças propostas beneficiem a comunidade escolar e atendam às necessidades da população.

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