Durante muito tempo visto como alternativa “mais saudável”, o refrigerante zero passou a ser questionado por estudos recentes. Uma grande pesquisa populacional que acompanhou mais de 120 mil adultos por cerca de dez anos aponta que o consumo frequente dessas bebidas pode trazer prejuízos à saúde metabólica, mesmo sem açúcar na composição.
Segundo a nutricionista Cristina Trovó, o problema está nos adoçantes artificiais, como aspartame, sucralose e acessulfame. Essas substâncias podem alterar a microbiota intestinal, estimular a liberação de insulina, aumentar o apetite e favorecer o acúmulo de gordura no fígado, quadro conhecido como esteatose hepática. A doença costuma ser silenciosa e pode evoluir para complicações mais graves, como inflamação hepática, cirrose e maior risco cardiovascular.
Além disso, o consumo de refrigerante zero está associado a padrões alimentares menos saudáveis, com maior ingestão de ultraprocessados e menor consumo de fibras. A orientação da especialista é evitar o consumo rotineiro da bebida e reservá-la apenas para ocasiões especiais. Como alternativa, ela sugere água com gás aromatizada com frutas ou bebidas naturais, reforçando que, para a saúde, quanto menos refrigerante, melhor.
Confira a discussão completa no áudio do CBN Nutrição.