Foram 953 diagnósticos na DRS contra 1.803 em todo o estado; coordenadora do controle de vetores fala do combate à doença
De janeiro a junho de 2023, o estado de São Paulo registrou um número significativo de casos de Chikungunya. Segundo dados da Secretaria de Saúde, foram contabilizados 1.803 casos e seis mortes em todo o estado.
Surto em Barretos
A cidade de Barretos concentrou o maior número de casos, com 951 registros confirmados até o momento. A coordenadora do Serviço de Controle de Vetores de Barretos, Cristiane Parreira, explicou que houve um aumento acentuado entre abril e maio, mas que os números vêm diminuindo desde então. Apesar da redução, a situação permanece preocupante, pois a população estava suscetível ao vírus devido à ausência de surtos anteriores na região.
Medidas de Prevenção e Controle
A detecção dos casos é feita nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A prefeitura de Barretos intensificou o trabalho de varredura, principalmente nas regiões norte, nordeste e noroeste, onde a incidência era maior. Além disso, utiliza-se um carro nebulizador para eliminar mosquitos adultos, precedido por equipes que eliminam focos de criadouros. A população é avisada por carro de som sobre a passagem do nebulizador. Apesar dos esforços, a resistência da população em permitir a entrada dos agentes de saúde em suas casas para inspeção continua sendo um desafio.
Cenário em outras cidades
Em Ribeirão Preto, a situação também é preocupante, com 10.443 casos de dengue e cinco mortes registradas até 28 de junho de 2023. Foram registrados 48 casos de Chikungunya, sendo que 12 foram de pessoas que contraíram a doença em outras cidades. A coordenadora reforça a importância da participação individual na prevenção, lembrando que a eliminação de criadouros em residências é fundamental para o controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Apesar da redução de casos em Barretos, a situação exige vigilância contínua, pois o clima quente e a presença de criadouros podem favorecer a proliferação do mosquito.



