Último registro de chuva na cidade foi em 24 de junho; Defesa Civil incluiu cidades da região no nível de emergência
Seca persiste na região há quase um mês
A região não registra chuva há 29 dias, desde 24 de junho, e a previsão indica que o tempo seco deve continuar. Segundo o meteorologista Guilherme Borges, essa redução significativa das precipitações é típica do inverno, que compreende os meses de julho, atrássto e boa parte de setembro. A umidade relativa do ar permanece abaixo dos 30%, muito inferior ao nível ideal de pelo menos 60%, conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Alerta da Defesa Civil para situação de emergência
A Defesa Civil emitiu um alerta de nível de emergência para as regiões de Ribeirão Preto, Barretos e Franca devido à baixa umidade e ao risco crescente de queimadas. O índice máximo de risco foi confirmado pelo mapa divulgado pela organização, indicando que o cenário de seca deve se manter nos próximos dias e meses.
Impactos na saúde e orientações para a população
A baixa umidade do ar tem causado desconfortos como garganta seca e irritação nas narinas, afetando especialmente crianças e idosos. Moradores, como Marabelini e Claydinaldo dos Santos, relatam dificuldades respiratórias e recomendam a ingestão constante de líquidos para amenizar os sintomas. As autoridades orientam a hidratação frequente e o uso de umidificadores ou outras medidas para manter o ambiente interno mais úmido.
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Recarga hídrica comprometida e temperaturas estáveis
A Lagoa do Saibro, localizada na zona leste de Ribeirão Preto e importante ponto de recarga do Aquífero Guarani, está seca. A última vez que o local ficou sem água foi em outubro do ano passado. Apesar da estiagem, as temperaturas médias deste mês permanecem amenas, com máximas em torno de 26 a 27 graus Celsius, variando conforme mudanças nos ventos.
Entenda melhor
A estiagem prolongada aumenta o risco de queimadas e prejudica a qualidade do ar, agravando problemas respiratórios. A umidade relativa do ar abaixo de 30% é considerada crítica pela OMS, e a população deve adotar medidas preventivas para evitar complicações de saúde durante o período seco.



