Professor de política ambiental, Marcelo Pereira de Souza, reforça algumas precauções que devem ser tomadas
Ribeirão Preto enfrenta estado crítico de risco de incêndios, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A situação preocupa autoridades e especialistas, que apontam diversos fatores contribuintes para o aumento do risco de queimadas na região.
Responsabilidades e prevenção
O professor Marcelo Pereira de Souza, da USP de Ribeirão Preto, destaca que incêndios em áreas de mata são crimes ambientais. Ele aponta a responsabilidade dos proprietários de terras pela manutenção adequada da vegetação, realizando o manejo necessário para evitar o acúmulo de material seco e inflamável. A fiscalização também é crucial, para garantir que essa responsabilidade seja cumprida. Por fim, o fator humano é determinante: bitucas de cigarro, fogueiras e outras fontes de ignição acidental ou intencional contribuem significativamente para o início de incêndios.
Consequências e ações da prefeitura
Os prejuízos causados pelas queimadas são incalculáveis, afetando a natureza, a saúde pública e a economia. A perda da fauna e da flora é irreparável, exigindo um longo processo de recuperação ambiental. Em Ribeirão Preto, a Prefeitura afirma que a Secretaria do Meio Ambiente monitora áreas de risco e que o Departamento de Limpeza Urbana realiza roçadas em terrenos públicos. Multas para quem provocar incêndios variam de R$ 500 a R$ 11.000, e denúncias podem ser feitas pelos telefones 193 (Corpo de Bombeiros), 153 e 156 (Prefeitura).
A prevenção de incêndios florestais exige a colaboração de todos. A conscientização da população, a fiscalização efetiva e a manutenção adequada das áreas de vegetação são medidas essenciais para reduzir o risco de tragédias e proteger o meio ambiente.



