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Região de Ribeirão Preto registra primeiro caso de gripe aviária

Caso aconteceu em Jaboticabal e reascende preocupação das autoridades de saúde, que adotam série de medidas
Região de Ribeirão Preto registra primeiro
Caso aconteceu em Jaboticabal e reascende preocupação das autoridades de saúde, que adotam série de medidas

Caso aconteceu em Jaboticabal e reascende preocupação das autoridades de saúde, que adotam série de medidas

A prefeitura de Jaboticabal confirmou nesta segunda-feira um caso de gripe aviária no município. A infecção foi detectada em um marreco da espécie cabocla, Região de Ribeirão Preto registra primeiro, animal silvestre, sem relação com granjas comerciais ou produção de alimentos.

O animal foi abandonado por uma mulher em 16 de junho, Região de Ribeirão Preto registra primeiro, em uma rotatória próxima à Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp. Segundo boletim de ocorrência, a mulher havia procurado o Hospital Veterinário da Unesp para atendimento, mas foi orientada a buscar uma clínica veterinária específica, pois o hospital não atende animais silvestres.

Horas depois, outra pessoa encontrou o marreco abandonado e o levou ao hospital veterinário, onde o animal recebeu cuidados, mas não sobreviveu. Amostras foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, que confirmou a presença do vírus H5N1, causador da gripe aviária.

Comitê de crise e ações adotadas

Em resposta, a prefeitura instalou um comitê de crise para investigar o caso, localizar a mulher que abandonou o animal e rastrear pessoas que tiveram contato com ele, visando prevenir riscos à população e à fauna local. O secretário de Saúde, Diego Nogueira, informou que o comitê é coordenado pela diretora da vigilância epidemiológica, Roberta, e conta com a participação de diversos departamentos municipais e apoio de residentes da Unesp.

“Esse comitê nós criamos justamente para centralizar todas as informações relacionadas a esse assunto. Após a confirmação da positividade desse animal, fizemos esse comitê, coordenado pela diretora da vigilância epidemiológica junto com outros departamentos da prefeitura e o apoio do pessoal residente da Unesp para monitorar conforme determina a legislação”, explicou Diego Nogueira.

Monitoramento e orientações à população: O secretário destacou a importância de a mulher que abandonou o marreco se apresentar às autoridades para que seja feito o monitoramento de sua saúde e dos demais contactantes. A Secretaria Municipal de Saúde realiza buscas para localizá-la e reforça que a identificação será mantida em sigilo.

“É importante que ela se apresente, pode procurar a Secretaria ou a vigilância epidemiológica. Como se trata de uma questão de saúde pública, toda a sua identificação será reservada. Precisamos monitorar todos os contactantes para verificar suas condições clínicas”, afirmou Nogueira.

Além disso, profissionais da Unesp que tiveram contato com o animal também estão sendo monitorados. O secretário recomendou atenção a sintomas como congestão, febre, diarreia, febre alta e dores no estômago.

Contexto nacional e informações adicionais

O Brasil foi declarado livre da gripe aviária pelo Ministério da Agricultura na última quarta-feira do ano passado, após 28 dias sem novos casos em granjas comerciais. O primeiro e único foco da doença em aves comerciais ocorreu em maio, em Monte Negro, no Rio Grande do Sul. O governo notificou a Organização Mundial da Saúde Animal e países importadores de frango brasileiro para normalizar as exportações, que sofreram embargos de cerca de 80 países.

O Ministério da Agricultura reforça que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos, e que o Brasil nunca registrou casos da doença em humanos.

Entenda melhor

A gripe aviária causada pelo vírus H5N1 é uma doença infecciosa que afeta aves e pode representar risco à saúde pública. O monitoramento de casos em animais silvestres e comerciais é fundamental para evitar a disseminação e garantir a segurança alimentar e sanitária.

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