Das 42 cidades da região central do Estado, apenas 10 têm unidades especializadas
Das 42 cidades da região de São Carlos, apenas 10 contam com delegacias especializadas no atendimento à mulher, deixando muitas vítimas sem acesso a suporte adequado.
Acesso limitado à justiça
Em municípios como Ibaté e Santa Rita do Passa Quatro, a ausência de delegacias especializadas força mulheres vítimas de violência a procurar atendimento em delegacias gerais, onde muitas vezes não encontram o acolhimento necessário. A falta de estrutura adequada impacta diretamente na capacidade de registrar denúncias e buscar justiça.
Desafios e consequências
A pesquisa Datafolha revela a gravidade da situação: 503 mulheres são vítimas de agressão física a cada hora no país. Em São Carlos, 300 mulheres procuram a delegacia da mulher por mês. Em Ibaté, a situação é ainda mais crítica, com apenas uma delegacia para todos os tipos de ocorrência e apenas uma policial mulher, causando constrangimento e inibindo denúncias. A advogada Fernanda Guarate destaca a importância do acolhimento e o direito das mulheres à denúncia, previsto na Lei Maria da Penha, que prevê inclusive a criação de juizados próprios para violência contra a mulher.
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Ações e perspectivas
A Secretaria de Justiça afirma a intenção de criar novas unidades, mas enfrenta dificuldades estruturais e legais. As delegacias existentes funcionam apenas de segunda a sexta, limitando o acesso a ajuda nos finais de semana. A Secretaria de Segurança Pública justifica a criação de delegacias especializadas pela necessidade de um índice de violência alto, afirmando que todas as delegacias estão capacitadas para receber essas vítimas. Apesar disso, a realidade demonstra a urgência de ampliar o acesso à justiça e ao acolhimento para as mulheres vítimas de violência na região.



