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Região deve demorar até dois anos para compensar prejuízos da estiagem de 2014

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
prejuízos da estiagem
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O mês de janeiro de 2015 se encerra com um balanço das precipitações na região, que ficaram aquém do esperado. Glauco Cortez, agrometeorologista, analisa o cenário e seus impactos.

Comparativo com 2014 e Distribuição Irregular das Chuvas

Em comparação com janeiro de 2014, houve um aumento de aproximadamente 50% no volume de chuvas. No entanto, esse volume representou apenas 40% a 50% da média histórica esperada para o mês. Um dos principais problemas foi a distribuição irregular das chuvas, com dias de precipitações intensas em curtos períodos, que pouco contribuíram para o reabastecimento dos reservatórios e causaram transtornos em áreas urbanas.

Recuperação dos Reservatórios: Um Processo Lento

A recuperação dos reservatórios é um processo que demanda tempo e depende de dois fatores cruciais: a recomposição do solo e a precipitação direta nos reservatórios. A seca prolongada do ano anterior deixou o solo extremamente seco, exigindo um período de encharcamento antes que os reservatórios comecem a se recuperar efetivamente. Esse processo pode levar de três a cinco anos, mesmo com a ocorrência de chuvas dentro da média histórica.

Impactos na Agricultura e Previsões Futuras

As condições climáticas adversas afetam principalmente as culturas de hortaliças e legumes, especialmente para produtores sem sistemas de irrigação. Culturas anuais como milho, soja e amendoim também são prejudicadas pela falta de chuva, pois o período coincide com a fase de maior desenvolvimento e demanda hídrica. A previsão para o próximo trimestre (fevereiro, março e abril) indica que a precipitação deve ficar um pouco abaixo da média histórica, embora superior à registrada no ano anterior.

Embora o fenômeno El Niño não tenha ocorrido em 2014, um bloqueio atmosférico impediu a chegada da umidade da Amazônia à região Sudeste, contribuindo para a escassez de chuvas. A situação em 2015 mostra uma melhora em relação ao ano anterior, mas ainda exige atenção e monitoramento contínuo.

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