CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Região registra 25 casos de projeção a laser em aeronaves no ano

Último caso foi domingo, quando pai foi autuado com filho por usar luz em helicóptero da Polícia Militar
projeção a laser aeronaves
Último caso foi domingo, quando pai foi autuado com filho por usar luz em helicóptero da Polícia Militar

Último caso foi domingo, quando pai foi autuado com filho por usar luz em helicóptero da Polícia Militar

O céu de Ribeirão Preto e região tem sido palco de uma brincadeira perigosa que preocupa pilotos de aviões e helicópteros: o uso indiscriminado de canetas de raio laser. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e a Polícia Militar registraram, somente neste ano, 25 ocorrências de aeronaves sendo alvejadas por esses dispositivos na região. Em todo o estado, foram contabilizados 106 casos.

Ocorrências e Riscos

O caso mais recente ocorreu durante a Parada Gay em Ribeirão Preto, quando um pai e seu filho foram levados à delegacia após a criança, de apenas 9 anos, apontar um laser para o helicóptero Águia da Polícia Militar. Segundo o Capitão PM Otávio Augusto de Lima Seminate, o raio laser foi suficiente para atrapalhar o trabalho de monitoramento na zona sul da cidade. Apesar de não ter havido prisão em flagrante, o capitão ressalta que a prática é criminosa e pode resultar em detenção caso se confirme o risco à segurança do voo. O equipamento foi apreendido e um boletim de ocorrência foi registrado.

Antes desse incidente, entre janeiro e atrássto deste ano, o Cenipa já havia registrado 24 notificações, sendo 22 em Ribeirão Preto, além de ocorrências em Jardinópolis e Orlândia. Esse número representa 61% do total registrado em todo o ano passado, que foi de 36 ocorrências. Em um dos casos, o laser atingiu os olhos de um piloto, expondo-o a um risco considerável. O capitão explica que o laser pode causar desde o ofuscamento da visão e lacrimejamento até, em situações extremas, a cegueira temporária. Essa desorientação, mesmo que por frações de segundo, pode ser fatal na aviação.

Apelos por Regulamentação

As situações registradas na região geralmente causam distração e ofuscamento na visão dos pilotos, momentos em que a concentração é crucial. O piloto José Paulo Rodrigues Garcia defende a proibição da venda das canetas laser, que podem ser adquiridas facilmente por qualquer pessoa. Ele relata que muitos pilotos já precisaram arremeter o pouso devido à interferência dos lasers.

O Tenente Coronel Sidney Veloso da Silva Júnior, chefe do Cenipa, destaca que o momento mais crítico para o piloto é durante o pouso, quando a luz do laser se espalha pela cabine e dificulta a visibilidade da pista. Ele explica que a aproximação final é um momento de alta vulnerabilidade, onde a carga de trabalho do piloto é maior.

O Código Penal prevê punições para quem pratica esse tipo de ato, com penas que variam de 4 a 5 anos de prisão. Se o uso do laser resultar na queda ou destruição da aeronave, a pena pode chegar a 12 anos de reclusão.

A crescente incidência de casos envolvendo canetas laser e aeronaves levanta um alerta sobre a necessidade de maior conscientização e fiscalização para evitar tragédias no espaço aéreo.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.