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Região registra dois casos de afogamento no mesmo dia e reacende preocupação com cuidados

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
casos de afogamento
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O feriado, com sol e calor, convida a um mergulho refrescante em praias, rios e lagos. No entanto, essa prática aparentemente inofensiva pode representar um risco, mesmo para quem sabe nadar. Recentemente, a região registrou ocorrências alarmantes de afogamentos, reforçando a necessidade de cautela e prevenção.

Ocorrências Recentes e Alertas

Na última segunda-feira, duas ocorrências de afogamento foram registradas na região. Em Taquaretinga, o corpo de uma mulher, ainda não identificada, foi encontrado no Parque do Lazer. Em Ribeirão, um jovem de 16 anos, Lucas Gabriel da Olino dos Santos, desapareceu nas águas da Lagoa do Saib, enquanto brincava com amigos. Após 23 minutos submerso, foi resgatado e levado em estado grave ao Hospital das Clínicas.

Orientações do Corpo de Bombeiros

O Capitão do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Quintino, enfatiza a importância da prudência ao nadar. Ele recomenda nadar apenas em locais conhecidos e evitar águas que ultrapassem a altura do umbigo. “Água no umbigo, sinal de perigo”, alerta o capitão. Em locais desconhecidos, o fundo pode ser irregular e perigoso, levando a situações de desespero e afogamento.

Como Agir em Caso de Afogamento

Ao presenciar um afogamento, a prioridade é lançar um objeto flutuante à vítima, como uma boia ou um galho. Nunca tente resgatar a pessoa com as mãos, pois você pode se tornar uma segunda vítima. Se possível, estenda um objeto para que a pessoa se segure e seja puxada para um local seguro. O resgate direto na água só deve ser feito por pessoas experientes e, preferencialmente, com colete salva-vidas.

Riscos Adicionais e Prevenção

Águas turvas e escuras podem esconder perigos, especialmente para crianças. Evite que crianças nadem em lagos e represas. Se adolescentes forem nadar, o uso de colete salva-vidas é essencial. Além disso, a combinação de álcool e natação é extremamente perigosa. O álcool pode levar a atitudes arriscadas e comprometer a capacidade física, aumentando o risco de afogamento.

O Brasil ocupa uma posição preocupante nas estatísticas mundiais de afogamento, sendo o terceiro país com maior número de ocorrências. A prevenção, através de políticas públicas, sinalização adequada e educação sobre os riscos, é fundamental para reduzir esses números.

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