Número de pessoas com dengue entre o segundo semestre de 2015 e o primeiro de 2016 pode atingir 60 mil só em Ribeirão Preto
O dia 30 se aproxima, marcado como um dia crucial no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. No entanto, a luta contra essas doenças exige um esforço contínuo, envolvendo a população, o poder público e a mídia, para evitar que as projeções da Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto se concretizem – estimativas que apontam para cerca de 60 mil casos de dengue somente neste ano.
A Realidade nos Postos de Atendimento
Uma reportagem da CBN revelou que a atenção aos cuidados ainda não atingiu o nível ideal. Na UPA da Avenida 3 de Maio, um grande número de pacientes com suspeita de dengue buscava atendimento. Alberto Gonçalves, mecânico, relatou que desde o domingo tem procurado a unidade para tratamento. O soro, essencial para a recuperação, teve seu estoque ampliado pela prefeitura, que aumentou a distribuição de 5 mil para 27,5 mil litros, beneficiando tanto a rede pública quanto a particular.
Dúvidas e Preocupações em Meio à Epidemia
Na Rua Bernardino de Campos, uma mulher acompanhava o marido, diagnosticado com dengue, e expressava preocupação com a possibilidade de ele também estar infectado com zika. A falta de clareza sobre os procedimentos para diagnóstico da zika, especialmente em pacientes já diagnosticados com dengue, gerou questionamentos. Um casal relatou que, mesmo com a esposa grávida, o hospital particular não realizou o exame para zika-vírus no marido, justificando que o procedimento é feito apenas no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e apenas em casos que apresentem sintomas específicos como conjuntivite e manchas vermelhas. O hospital esclareceu que a infecção simultânea por dengue e zika é considerada rara, minimizando a preocupação do casal.
Exemplos de Sucesso e a Responsabilidade Coletiva
Enquanto isso, cidades menores como Cássia dos Coqueiros, Sant’Antônio da Alegria e Santa Cruz da Esperança demonstram que a conscientização e a prevenção são eficazes. Santa Cruz da Esperança, por exemplo, não registra casos de dengue desde julho de 2015. O sucesso dessas cidades reside no trabalho educativo e no apoio da população. O secretário de saúde, Luiz Fernando, ressalta que a participação da comunidade é fundamental para o êxito das campanhas de prevenção.
Diante do cenário preocupante em grandes centros como Ribeirão Preto, a solução reside em seguir o exemplo das cidades menores, intensificando a verificação e eliminação de possíveis criadouros do mosquito. A colaboração de todos é essencial para conter a proliferação do Aedes aegypti e proteger a saúde da população.



