Setores da agropecuária, construção civil, comércio e serviço sofreram baixa em relação ao mês de atrássto
Dados recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) revelam um cenário preocupante no mercado de trabalho da região de Ribeirão Preto, Sertãozinho e Franca. O levantamento aponta para um aumento no número de demissões em diversos setores da economia, indicando dificuldades na manutenção de postos de trabalho.
Números Alarmantes na Região
De acordo com os dados divulgados, a região contabilizou 13.121 demissões contra 11.511 contratações. No acumulado desde setembro do ano anterior, as três cidades somam 189.284 desligamentos. Essa disparidade entre demissões e contratações sinaliza um enfraquecimento do mercado de trabalho local.
Setores Mais Afetados
O setor do agronegócio foi um dos que mais sofreram, com quedas significativas em Ribeirão Preto (2,18%) e Franca (11,21%). A construção civil também contribuiu para o aumento do desemprego, registrando retrações em Ribeirão Preto (1,32%), Franca (1,05%) e Sertãozinho (1,93%).
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César Oliveira Cardoso, mestre de obras de 51 anos, engrossa a lista de desempregados em Ribeirão Preto. Ele relata a diminuição das obras e a consequente redução de custos por parte das empresas, culminando na sua demissão e na de outros colegas.
Comércio e Serviços em Busca de Soluções
Em Ribeirão Preto, quase todos os setores apresentaram demissões em setembro, incluindo o comércio e serviços. Paulo César Garcia Lopes, presidente do sindicato varejista, afirma que os lojistas estão se esforçando para minimizar as demissões, buscando inovações, ouvindo os clientes e otimizando seus estoques. A expectativa é que os números melhorem com a proximidade do Natal.
Análise Econômica e Perspectivas Futuras
O economista Jair Casquel avalia o cenário como previsível, atribuindo-o à falta de gestão no país. Ele compara a situação atual a uma “desanabolização” da economia, após um período de crédito fácil e gastos governamentais excessivos. Casquel alerta que as previsões para o futuro não são otimistas, indicando que a recessão econômica deve persistir e até se agravar em 2016.
Diante desse panorama, a região enfrenta o desafio de buscar alternativas para reverter a tendência de desemprego e promover o crescimento econômico.



