SUS tem apenas sete aparelhos instalados; Organização Mundial da Saúde pede um aparelho para cada 300 mil habitantes
A região de Ribeirão Preto enfrenta um déficit alarmante no número de aparelhos de radioterapia disponíveis para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Com apenas sete equipamentos instalados, a oferta está significativamente abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Necessidade Urgente de Mais Equipamentos
A OMS preconiza um aparelho de radioterapia para cada 300 mil habitantes. Considerando a população de 3 milhões de pessoas na região de Ribeirão Preto, seriam necessários, no mínimo, 10 equipamentos. A situação atual sobrecarrega os serviços existentes, como o Hospital das Clínicas, que realiza cerca de 150 sessões diárias e enfrenta uma fila de espera com cerca de 100 pacientes aguardando o início do tratamento.
Desafios na Gestão da Fila de Espera
O oncologista Arley Francisco de Oliveira, coordenador do serviço de oncologia do Hospital das Clínicas, destaca que a escassez de equipamentos prolonga a fila de espera para aproximadamente 45 dias. Para mitigar os impactos, a equipe médica prioriza casos urgentes, buscando otimizar o tempo de tratamento e garantir que todos os pacientes recebam a assistência necessária dentro de um período aceitável. Oliveira ressalta que, embora o número de pacientes atendidos tenha dobrado nos últimos cinco anos, os investimentos não acompanharam esse crescimento.
Leia também
Impacto na Eficácia do Tratamento Oncológico
A falta de serviços de radioterapia no Brasil, especialmente em comparação com outros países, compromete as taxas de cura do câncer. Enquanto em escala global, cerca de 70% dos pacientes oncológicos tratados alcançam a cura, a deficiência de infraestrutura no país dificulta o alcance desses resultados. Atualmente, a região conta com dois equipamentos no Hospital das Clínicas, um na Beneficência Portuguesa e quatro no Hospital do Câncer de Barretos.
Embora a região não tenha sido contemplada com novos equipamentos do Ministério da Saúde devido a critérios preestabelecidos, a necessidade de ampliação da infraestrutura de radioterapia em Ribeirão Preto permanece evidente para garantir o acesso adequado ao tratamento para todos os pacientes.



