Há seis anos a cidade não tinha uma baixa tão expressiva, como essa de pouco mais de 99%
Ribeirão Preto registra queda expressiva nos casos de dengue em 2016
Menos casos, mais ações
Em contraste com os anos anteriores, Ribeirão Preto vivencia um cenário bem diferente em relação à dengue em 2016. Enquanto 2016 foi marcado pela pior epidemia da história da cidade, com quase 10 mil casos confirmados apenas em janeiro, este ano o número caiu drasticamente para apenas 14 casos no mesmo período. Em fevereiro, a redução também foi significativa: 13.319 casos em 2016 contra apenas 12 em 2017. Segundo Luzia Márcia Passos, diretora de vigilância em saúde, a redução se deve às ações diárias de combate ao mosquito Aedes aegypti, concentradas principalmente nos bairros com maior número de criadouros.
Estratégias de combate à dengue
As equipes de saúde trabalham de segunda a sábado realizando visitas e eliminando focos do mosquito. Apesar da colaboração da população em muitos locais, algumas regiões ainda apresentam grande quantidade de criadouros. A região oeste é a que concentra o maior número de casos, seguida pela região leste. Em fevereiro, a Secretaria de Saúde realizou exames em mais de 400 casos suspeitos. Após as notificações, o trabalho se concentra na região afetada, com remoção de criadouros desnecessários às famílias.
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Fatores além do meio ambiente
Apesar da preocupação com terrenos baldios e acúmulo de lixo, a diretora afirma que a alta densidade populacional em algumas áreas também contribui para a proliferação da doença. Como a dengue é transmitida por um vetor que pode picar várias pessoas, áreas com maior concentração populacional tendem a registrar mais casos. Vale ressaltar que, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde, não houve casos suspeitos de febre chikungunya nem de zika vírus em 2017.
A significativa redução nos casos de dengue em Ribeirão Preto em 2017 demonstra a eficácia das ações de combate ao mosquito, aliada à colaboração da população. No entanto, a vigilância e os esforços de prevenção devem continuar para evitar novos surtos.



