Foram mais de 200 mil queixas no país de janeiro a março; advogada Mariana Nicoletti fala do tema no ‘CBN Via Legal’
Junho Violeta: aumento alarmante de violência contra idosos no Brasil
Desafios no Combate à Violência contra Idosos
O aumento significativo de casos de violência contra idosos no Brasil é um problema preocupante. No primeiro trimestre de 2023, foram registrados mais de 200 mil casos, quase o dobro do mesmo período do ano anterior. Um dos principais desafios é combater o preconceito e a discriminação contra a velhice, que muitas vezes é vista como decadência ou doença, em vez de uma fase natural da vida.
O rápido crescimento da população idosa no país, em comparação com outros países como Japão e os da Europa, contribuiu para a falta de políticas públicas eficazes para lidar com essa questão. A heterogeneidade da população idosa, considerando classes sociais, níveis educacionais e condições de saúde, torna o desafio ainda maior.
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Tipos de Violência e o Etarismo
A violência contra idosos não se limita à violência física. O etarismo, preconceito baseado na idade, também é uma forma de violência, muitas vezes invisível, mas igualmente prejudicial. O Estatuto do Idoso prevê a proteção contra essa prática, configurando-a como crime. Além da violência física, existem as violências financeira, psicológica e por negligência.
A violência financeira é especialmente preocupante, representando cerca de 60% das denúncias registradas. Idosos são vítimas de golpes, fraudes, roubos e abusos por parte de familiares, instituições financeiras e até mesmo órgãos públicos. A negligência por parte de familiares, que deixam de prover os cuidados necessários, também configura violência.
Canais de Denúncia e Ações Preventivas
Para denunciar casos de violência contra idosos, a população pode utilizar o número 100 ou o WhatsApp (61) 99611-0100. Delegacias especializadas em proteção ao idoso também estão disponíveis para auxiliar as vítimas. A conscientização sobre os diferentes tipos de violência, a promoção do respeito à pessoa idosa e o desenvolvimento de políticas públicas eficazes são fundamentais para proteger esse grupo vulnerável e garantir seus direitos.