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Reinfecção pela Covid-19 pode ser mais agressiva do que o primeiro diagnóstico, aponta estudo

Segundo o pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, é importante que todos sigam adotando as medidas sanitárias e de isolamento
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Segundo o pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, é importante que todos sigam adotando as medidas sanitárias e de isolamento

Segundo o pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, é importante que todos sigam adotando as medidas sanitárias e de isolamento

Um estudo da Fiocruz, em parceria com universidades e institutos, revelou que a reinfecção por Covid-19 pode ser mais agressiva, mesmo sem novas variantes. O diretor e pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Estable, explicou em entrevista os detalhes dessa pesquisa e as implicações para a saúde pública.

Reinfecção: Mais Grave do que se Imaginava

O estudo da Fiocruz analisou casos de reinfecção em todo o país, observando que a segunda infecção (após um intervalo mínimo de 90 dias da primeira, conforme critério da OMS) frequentemente apresenta sintomas mais graves do que a primeira. Muitos pacientes que tiveram sintomas leves na primeira infecção evoluíram para internação ou casos ainda mais graves na reinfecção. Esta constatação é importante, pois demonstra que a reinfecção é uma realidade, mesmo antes do surgimento das variantes com escape vacinal.

Variantes e o Risco de Reinfecção

Embora as novas variantes, como a P1 e a variante sul-africana, aumentem o risco de reinfecção e apresentem quadros mais graves, o estudo indica que a reinfecção também ocorre com o vírus original. A mutação constante do vírus e a baixa vigilância genômica dificultam a compreensão completa do fenômeno, mas fica claro que a imunidade após uma infecção não garante proteção total contra novas infecções.

Vacinação e Medidas Preventivas

A lentidão na vacinação no Brasil é um fator preocupante, agravado pela falta de planejamento e atrasos na aquisição de imunizantes. A entrevista destaca a necessidade da combinação de vacinação com medidas preventivas, como o uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento social, para controlar a pandemia e evitar o colapso do sistema de saúde. A prevenção continua sendo crucial, pois a reinfecção é possível e pode ser grave, mesmo para aqueles que já tiveram a Covid-19 anteriormente. O recado final é claro: a pandemia ainda não acabou, e a responsabilidade de conter o vírus é coletiva.

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