Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeoti
A violência doméstica, tema recorrente nos noticiários, voltou a chocar o país com casos recentes de extrema violência, culminando em mortes. Um dos casos, em Sertãozinho, envolve uma mulher encontrada morta em sua casa, sem sinais aparentes de violência, mas com a suspeita recaindo sobre seu filho, que possui passagens pela polícia e histórico de uso de drogas.
A Saúde Mental como Fator Determinante
Especialistas apontam a saúde mental como um fator crucial na compreensão da violência doméstica. Quase 90% dos casos apresentam dependência química ou alcoolismo como pano de fundo, condições que, por si só, configuram doenças mentais. O infanticídio (matar os filhos) é considerado uma patologia, uma doença que, embora grave, não necessariamente isenta o indivíduo de responsabilidade por seus atos. A pessoa que comete esse crime muitas vezes é plenamente consciente de suas ações, mesmo que sofra de uma doença mental.
A Importância da Denúncia e a Responsabilidade Social
A violência doméstica raramente surge do nada. Ela se manifesta gradualmente, através de sinais que muitas vezes passam despercebidos. Brigas constantes, barulhos excessivos, crianças negligenciadas, ausências escolares frequentes, isolamento social e alterações comportamentais são alguns indicadores. A sociedade tem um papel fundamental na prevenção, sendo crucial a denúncia, mesmo sem a certeza absoluta de que a violência está ocorrendo. A denúncia anônima é uma ferramenta poderosa para proteger as vítimas.
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Um Problema que Transcende Classes Sociais
É importante destacar que a violência doméstica não se limita a determinadas classes sociais. Ela pode ocorrer em qualquer ambiente, desde grandes condomínios até comunidades mais humildes. A diferença está na visibilidade: em comunidades mais unidas, a violência pode ser mais facilmente percebida, enquanto em ambientes mais isolados, ela tende a permanecer oculta. A conscientização e a vigilância são essenciais para combater esse problema que afeta a todos, independentemente de sua condição financeira ou social. A construção de uma sociedade mais atenta e participativa é fundamental para prevenir e reduzir a violência doméstica, contribuindo para um futuro mais seguro para todos.