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Relato de influenciadora vira polêmica e acende alerta sobre a violência obstétrica

Shantal Verdelho divulgou nas redes sociais áudios ofensivos do seu obstetra; ouça 'CBN Comportamento', com Danielle Zeoti
violência obstétrica
Shantal Verdelho divulgou nas redes sociais áudios ofensivos do seu obstetra; ouça 'CBN Comportamento', com Danielle Zeoti

Shantal Verdelho divulgou nas redes sociais áudios ofensivos do seu obstetra; ouça ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeoti

O relato da influenciadora digital Chantal Verdele sobre o abuso sofrido durante o parto de sua filha trouxe à tona a violência obstétrica, um problema que afeta milhares de mulheres no Brasil. Um áudio vazado na internet expôs xingamentos do médico durante o procedimento, gerando indignação e debates sobre o tema.

Violência Obstétrica: Um Panorama do Problema

A psicóloga Dani Elysé Oort, em entrevista, define violência obstétrica como qualquer ação que ocorre desde a concepção até o pós-parto que não se baseia em evidências científicas. Isso inclui insultos, negação de acompanhantes, manobras físicas sem consentimento, como a episiotomia realizada sem justificativa médica. A prática, infelizmente, é comum em hospitais públicos e privados.

Consequências para a Saúde Mental

A violência obstétrica tem consequências graves para a saúde mental das mulheres. Segundo Dani, o trauma do parto pode levar ao desenvolvimento de depressão pós-parto, transtorno de estresse pós-traumático e outros transtornos. A entrevistada destaca a importância de que testemunhas denunciem esses casos ao CRM, Conselho de Enfermagem e através de boletins de ocorrência. A demora em buscar ajuda também é um problema, muitas vezes devido a uma espécie de mecanismo de defesa da mulher, que busca esquecer o trauma para se dedicar à maternidade.

O médico em questão, em nota ao portal G1, negou qualquer intercorrência e alegou que recebeu ataques com base em um vídeo editado. A psicóloga comenta sobre a possibilidade da Síndrome de Estocolmo, onde a vítima desenvolve afeição pelo agressor, como um possível fator a ser considerado neste caso. O debate sobre violência obstétrica permanece crucial para garantir a segurança e o bem-estar das mulheres durante a gestação e o parto.

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