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Relatório da Agência Climática Americana revisa clima para 2025 sem La Niña

Texto destaca que clima deve ser neutro sem atuação do fenômeno; José Carlos de Lima Júnior analisa revisão da NOAA
Relatório da Agência Climática Americana revisa
Texto destaca que clima deve ser neutro sem atuação do fenômeno; José Carlos de Lima Júnior analisa revisão da NOAA

Texto destaca que clima deve ser neutro sem atuação do fenômeno; José Carlos de Lima Júnior analisa revisão da NOAA

A Agência Climática Americana revisou recentemente suas projeções para o clima de 2025, Relatório da Agência Climática Americana revisa, indicando que o fenômeno La Niña, inicialmente esperado para este ano, provavelmente não ocorrerá. A partir de abril, o clima deve ser considerado neutro, o que pode aumentar a probabilidade de geadas durante o inverno brasileiro, especialmente entre maio e atrássto, além de antecipar a redução das chuvas em algumas regiões.

Impactos no agronegócio: Essa mudança climática pode afetar diretamente a produção agrícola, com destaque para a cultura do café. Consultores que atendem cerca de 60% da produção nacional expressam preocupação com o período de inverno, quando os cafezais desenvolvem ramificações que influenciarão a safra de 2026. Geadas intensas podem prejudicar essas ramificações, resultando em perdas semelhantes às de 2021, quando produtores sofreram danos significativos.

Influência da política econômica: Além dos desafios climáticos, o setor enfrenta dificuldades financeiras. O Banco Central deve anunciar um aumento da taxa Selic para cerca de 14,25%, elevando o custo do crédito rural. A falta de aprovação do orçamento levou a cortes na subvenção do crédito e na verba do Plano Safra 2024/2025, o que pode reduzir a disponibilidade de recursos a taxas mais acessíveis para os produtores.

Orientações para os produtores: Especialistas recomendam cautela aos agricultores, sugerindo que mantenham decisões financeiras conservadoras, evitando ampliações excessivas de área ou endividamento elevado. O cenário atual, marcado por custos altos e riscos climáticos, exige uma gestão de risco mais rigorosa para evitar prejuízos futuros.

Entenda melhor

O fenômeno La Niña é caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, influenciando o clima global, especialmente as chuvas e temperaturas em várias regiões. Sua ausência ou neutralidade pode alterar padrões esperados, impactando diretamente o setor agrícola.

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