Em 2016, Luana foi agredida durante uma abordagem desproporcional e morreu dias depois em decorrência de um trauma no crânio
Um relatório da ONU expõe a violência policial desproporcional e excessiva contra a população negra, com base em 190 casos de abordagens que terminaram em morte. O documento destaca a morte de Luana Barbosa em Ribeirão Preto em 2016, após graves agressões, e a de João Pedro, um adolescente de 14 anos morto em São Gonçalo, Rio de Janeiro, ambos exemplos de truculência contra negros.
Casos emblemáticos e a impunidade
O relatório cita ainda o caso de George Floyd nos Estados Unidos, cuja morte resultou na condenação do policial Derek Chauvin. A ONU destaca a preocupante impunidade policial, atribuída à deficiência na investigação e apuração de fatos. A falta de responsabilização dos agentes perpetua o ciclo de violência e racismo.
Racismo sistêmico e desigualdade
Além da violência policial, o relatório aponta para o racismo sistêmico que afeta os afrodescendentes em diversos países, especialmente na América do Norte, América do Sul e Europa. A desigualdade de oportunidades em emprego, educação, habitação e saneamento básico reflete o legado negativo da escravidão e aprofunda o abismo social.
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Ações urgentes para justiça racial
Para combater essa realidade, a ONU recomenda a adoção de planos existentes para reduzir o racismo e aumentar a justiça racial. A implementação de mecanismos de controle independentes para fiscalizar o trabalho policial é crucial para garantir a responsabilização e prevenir futuros atos de violência. A urgência em enfrentar o problema é inegável, exigindo ações concretas e efetivas dos governos.



