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Relatório da Polícia aponta contradições em depoimentos dos suspeitos da morte de Larissa Rodrigues

Investigação percebeu inconsistências no depoimento de Elizabete Arrabaça e em mensagens mandadas para a nora antes da morte

Investigação percebeu inconsistências no depoimento de Elizabete Arrabaça e em mensagens mandadas para a nora antes da morte

Um relatório da Polícia Civil revelou contradições nos depoimentos dos suspeitos envolvidos na morte da professora de pilates Larissa Rodrigues — Relatório da Polícia aponta contradições em —. A investigação aponta divergências entre as versões dos investigados e testemunhas.

Aspectos financeiros e movimentações bancárias

Luiz Antonio Garnica, marido da vítima, enfrentava dificuldades financeiras no mês da morte de Larissa, tendo solicitado um empréstimo de R$ 5 mil ao pai em 9 de março. A polícia também identificou movimentações atípicas na conta do casal após o falecimento, que estão sendo apuradas junto ao banco.

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Depoimentos e mensagens contraditórias: Elizabeth Arrabassa, sogra de Larissa, afirmou ter sido chamada pela vítima para ir ao apartamento na noite dos fatos, mas mensagens indicam que foi Elizabeth quem solicitou a visita, após conversar com seu filho. Larissa havia informado ao marido que pretendia formalizar um pedido de divórcio no dia 25 de março, o que não era aceito por Luiz nem por Elizabeth.

Pesquisas na internet e uso do veneno: O relatório policial também destaca pesquisas feitas por Elizabeth sobre o veneno conhecido como chumbinho, utilizado para matar a professora. As buscas incluíram informações sobre os efeitos do veneno no organismo, sintomas e sua proibição no Brasil. O promotor Marco Túlio Nicolino confirmou a existência dessas pesquisas no inquérito, afastando a possibilidade de que o veneno tenha sido administrado de forma enganosa ou descuidada.

Confissão e versão da defesa: Elizabeth escreveu uma carta à Justiça admitindo ter dado comprimidos contendo chumbinho a Larissa. Na carta, ela sugere que sua filha Natália, falecida em fevereiro em circunstâncias suspeitas, teria colocado o veneno nas cápsulas de homeoprasol, medicamento que ambas teriam ingerido. O advogado de Elizabeth, Bruno Ribeiro, afirmou que a suspeita é de que Natália tenha usado o veneno para tirar a própria vida e que a cápsula contaminada pode ter sido entregue a Larissa sem o conhecimento da sogra.

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O Ministério Público acusa Elizabeth e Luiz Antonio Garnica de planejarem a morte de Larissa. Segundo o promotor, a carta seria uma tentativa de Elizabeth assumir a responsabilidade para excluir a culpa do filho e alegar que o ocorrido foi um acidente, tese que ele considera sem fundamento.

O advogado de Luiz Antonio, Júlio Mocin, contestou a versão do promotor, questionando a ausência das cartelas dos medicamentos no processo e destacando que a investigação ainda precisa esclarecer o conteúdo da ligação telefônica feita por Luiz Antonio para sua mãe um dia antes da morte de Larissa.

Prisões e andamento do caso: Elizabeth Arrabassa e Luiz Antonio Garnica foram presos em 6 de maio sob suspeita de envolvimento na morte de Larissa Rodrigues. A Justiça negou o pedido de prisão domiciliar para Elizabeth, mantendo a prisão temporária por mais 30 dias. A polícia continua as investigações, incluindo a análise de celulares apreendidos e perícias em computadores.

Informações adicionais

A investigação ainda não divulgou detalhes sobre a movimentação financeira atípica e o conteúdo das conversas telefônicas entre os suspeitos. As perícias e análises continuam em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte de Larissa Rodrigues.

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