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Relatório da Prefeitura de Ribeirão Preto conclui que estudante morreu por falha no atendimento

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falha no atendimento
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A família de Gabriela Zafra recebeu, no último fim de semana, o relatório da comissão sindicante que investigou as circunstâncias de seu falecimento. O documento, com 11 páginas, detalha as falhas no atendimento médico prestado à jovem, que passou por três unidades de saúde e recebeu quatro diagnósticos distintos antes de ser constatado que ela portava a bactéria causadora da meningite.

Falhas nos Atendimentos Iniciais

Segundo a comissão da Secretaria de Saúde, as duas primeiras consultas realizadas na UPA da Avenida 13 de Maio apresentaram falhas significativas. Os médicos não registraram dados cruciais da paciente, como o exame físico, histórico clínico e sinais vitais. O relatório destaca que as fichas de atendimento estavam incompletas, com letra ilegível, ausência de registro dos sinais vitais e falta de conclusões clínicas.

Indícios de Negligência e Imprudência

O relatório da comissão aponta indícios de negligência, imprudência e imperícia por parte dos médicos que atenderam Gabriela. O advogado da família, Daniel Rond, informou que o relatório será utilizado para embasar um pedido de indenização na justiça. Além disso, a família pretende atuar como assistente de acusação junto ao Ministério Público, buscando responsabilizar os envolvidos na morte da jovem.

Investigações em Andamento

A Polícia Civil, o Ministério Público e o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) também estão investigando a morte de Gabriela. A prefeitura formou uma comissão técnica para apurar as condutas das equipes médicas. Fabiana Zafra, mãe de Gabriela, afirmou que sempre soube do descaso no atendimento à filha e que o documento oficial apenas confirmou suas suspeitas.

O relatório indica ainda inconsistências nos registros médicos, como a mudança de prontuário após o óbito e carimbos sem assinaturas. A família espera que o caso sirva de alerta para evitar outras tragédias semelhantes.

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