Investigação envolvendo a Cooperativa Agrícola Familiar, de Bebedouro, foi nesta terça-feira
Após sete meses de investigações, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Assembleia Legislativa do Estado concluiu seu trabalho com um relatório que gerou polêmica. A sessão, realizada na manhã desta quarta-feira, durou duas horas e meia e foi marcada por bate-boca entre deputados e manifestações de estudantes, dois dos quais precisaram ser retirados do plenário pela Polícia Militar.
Relatório da CPI
O relatório final, aprovado por oito dos nove parlamentares da CPI, aponta o envolvimento de apenas quatro pessoas no esquema de fraudes na compra da merenda escolar da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar): dois ex-assessores do presidente da Assembleia, Fernando Capes (Jeter Pereira e José Merivaldo dos Santos), e o ex-chefe de Gabinete da Casa Civil do Governador, Luiz Roberto dos Santos. O documento isenta deputados estaduais e federais de participação no esquema, apesar das suspeitas levantadas pela imprensa.
Críticas e Questionamentos
O deputado Alencar Santana (PT), único membro da oposição na CPI, criticou duramente o relatório, alegando que documentos importantes não foram analisados e que 40 pessoas que poderiam contribuir com provas não foram convocadas. Para Santana, o relatório não retrata a totalidade dos fatos ocorridos durante a CPI, incluindo as ausências de alguns membros, e falha ao não indicar nenhum político para que a Procuradoria continue as investigações. Apesar das críticas, o relator Estevan Galvão defendeu a transparência do trabalho da comissão.
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Desfecho e Implicações
Todos os investigados negam qualquer envolvimento no esquema. A ausência de menção a deputados no relatório final encerra, pelo menos por enquanto, esta fase da investigação, deixando em aberto a possibilidade de novas apurações futuras com base em outras evidências.



