Investigação destaca que o médico quitou parte do financiamento do apartamento que vivia com a professora Larissa Rodrigues
O relatório final da investigação sobre a morte de Larissa Rodrigues aponta que Luiz Garnica, Relatório final da investigação aponta que, preso e transferido para a penitenciária de Serra Azul, teria se beneficiado financeiramente do crime para quitar parte do financiamento do apartamento que o casal possuía em conjunto.
Segundo o Ministério Público, Garnica não aceitava a possibilidade de perder o imóvel localizado nos Jardins Botânicos, onde vivia com Larissa. O apartamento era financiado pelos dois, que enfrentavam um momento conturbado no relacionamento.
Conflito entre o casal: O documento policial indica que o casal já tinha atritos após Larissa descobrir uma traição de Luiz no início de março e manifestar o desejo de pedir o divórcio. Luiz não concordava com a separação, principalmente por não aceitar a divisão do apartamento, mesmo sendo financiado em conjunto.
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Premeditação e execução do crime: Larissa morreu em 22 de março, envenenada com chumbinho. A investigação conclui que a morte foi premeditada, com a participação da sogra de Larissa, Lisabete Arrabassa, que teria colocado doses de veneno nos remédios da vítima durante vários dias. Em uma carta enviada aos investigadores, Lisabete afirmou que o envenenamento foi acidental.
Comportamento suspeito e movimentações financeiras
O relatório destaca que Luiz Garnica realizou pesquisas sobre seguros imobiliários para quitação do imóvel três dias após a morte da esposa. Foram encontrados no computador e celular dele documentos como aviso de sinistro ao banco comunicando o falecimento de Larissa, com a intenção de quitar o financiamento quatro dias depois do crime. Parte do financiamento foi efetivamente paga.
Aspectos legais: O advogado Fernando Correa da Silva Filho, colunista da CBN e especialista em direito contratual, explicou que a comunicação do sinistro é uma medida preventiva prevista no Código Civil, que exige boa-fé e honestidade das partes envolvidas no contrato de seguro. Caso haja agravamento do risco à seguradora, as partes podem ser responsabilizadas.
Informações adicionais
Segundo a polícia, Luiz Garnica foi o mandante do crime e a mãe dele, Elizabeth Arrabassa, executora. Ambos estão presos. As defesas de Garnica e de Elizabeth negam envolvimento no assassinato e afirmam que o crime não teve motivação matrimonial.



