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Relatório preliminar de Franca aponta que menores de idade e pessoas fora do público-alvo foram vacinados

Prefeitura abriu um processo interno e a Polícia instaurou um inquérito para apurar os casos
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Prefeitura abriu um processo interno e a Polícia instaurou um inquérito para apurar os casos

Prefeitura abriu um processo interno e a Polícia instaurou um inquérito para apurar os casos

A Polícia Civil de Franca investiga denúncias de fura-fila na campanha de vacinação contra a Covid-19. Um relatório preliminar apontou irregularidades na imunização de pessoas com menos de 60 anos e adolescentes de 17 anos, que não se enquadravam nos grupos prioritários da época.

Relatório Preliminar e Sindicância

O relatório da prefeitura de Franca listou duas pessoas com menos de 60 anos e jovens de 17 anos que teriam recebido a vacina irregularmente. A prefeitura abriu uma sindicância para apurar as suspeitas de irregularidades. O prefeito, Alexandre Ferreira, afirmou que o relatório contém o nome completo dos envolvidos e que os casos serão analisados individualmente. As investigações buscam identificar se os erros ocorreram no cadastramento, lançamento dos dados no sistema ou se houve má-fé na aplicação das vacinas.

Investigação Policial e Busca por Transparência

A Polícia Civil, por meio do delegado Vanir José da Silveira Jr., abriu um inquérito para apurar os fatos. O delegado solicitará à prefeitura a relação completa dos vacinados desde o início da campanha. As investigações analisam documentos da Secretaria Municipal da Saúde e devem incluir depoimentos. A União da Defesa da Cidadania de Franca (UDCIF) enviou ofício à prefeitura pedindo a disponibilização de uma lista nominal completa dos vacinados, alegando que a falta de transparência alimenta as dúvidas e questionamentos.

Possíveis Crimes e Consequências

A lista divulgada pela imprensa aponta cerca de 500 pessoas que teriam furado a fila. Se comprovadas as irregularidades, os suspeitos podem responder por peculato, prevaricação, corrupção passiva e falsidade ideológica. O inquérito tem prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado. A investigação ocorre em um momento crítico de escassez de vacinas, tornando a situação ainda mais grave. A celeridade na apuração é fundamental para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.

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