Ouça a coluna ‘CBN Cinema’, com Marcos e André de Castro
A lenda de Tarzan retorna às telas de cinema, trazendo consigo uma nova roupagem para uma história já conhecida. Mas, o que essa nova versão tem a oferecer em relação às adaptações anteriores e à própria narrativa original de 1918?
Efeitos Visuais e a Crítica Social
O filme se destaca pelos seus efeitos visuais, embora, em alguns momentos, o uso excessivo de CGI possa comprometer a experiência para um espectador mais atento. No entanto, a trama aborda a união de tribos rivais em defesa da natureza, tecendo uma crítica social relevante ao mundo contemporâneo. Essa seriedade, combinada com elementos de aventura, torna o filme uma experiência agradável.
John Clayton III: Do Homem ao Mito
Nesta versão, Tarzan assume a identidade de John Clayton III e retorna ao Congo em uma missão diplomática, que se revela um plano do vilão Leon Rom, interpretado por Christopher Watts. Rom pretende trocar o herói por pedras preciosas, explorando a riqueza local. Ao ver seu povo ameaçado, Tarzan abandona sua vida civilizada e ressurge como o mito, defendendo a selva e seus habitantes. As cenas de ação e aventura são um dos pontos altos do filme.
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Um Filme para Adolescentes e Adultos
Ao contrário de outras adaptações, este filme de Tarzan não é direcionado ao público infantil. O realismo adotado pelo diretor David Yates confere uma dimensão histórica à narrativa, abordando temas como o neoimperialismo, a exploração de tribos, o desmatamento e a destruição da natureza. O filme equilibra a aventura com questões sociais relevantes, tornando-o mais adequado para adolescentes e adultos.
Em resumo, este novo filme de Tarzan oferece uma aventura interessante, com bons efeitos especiais e uma abordagem mais madura da história. Resta saber se conquistará o público e abrirá caminho para novas sequências.



