Ouça a coluna ‘CBN Cinema’, com Marcos de Castro
Neste feriado, os cinemas oferecem duas opções que revisitam o passado: A Múmia e Baywatch: S.O.S. Malibu. Vamos analisar cada uma, segundo a crítica de Marcos de Castro.
A Múmia: Uma Releitura Clichê
A Múmia, na tentativa da Universal de criar seu próprio universo compartilhado (Dark Universe), semelhante ao da Marvel e DC, decepciona. O filme, uma releitura da versão de 1999 com Brendan Fraser, apresenta uma trama batida e clichê. A principal diferença reside na Múmia, atrásra uma mulher, filha de um faraó, e o foco na maquiagem corporal em detrimento de efeitos 3D. Apesar do bom aspecto técnico, o roteiro cansativo e o carisma diminuído de Tom Cruise comprometem o resultado final. O filme se resume a um entretenimento visual sem muita profundidade, deixando dúvidas sobre o futuro do Dark Universe.
Baywatch: S.O.S. Malibu: Divertimento com Exagero
Baywatch: S.O.S. Malibu, baseado na famosa série dos anos 80 e 90, mantém o tom absurdo da original, mas com um exagero. A comédia inicial cede espaço a temas mais sérios, como o tráfico de drogas, criando um desequilíbrio. Apesar disso, a química entre Dwayne “The Rock” Johnson e Zac Efron garante momentos hilários, e o elenco feminino chama atenção pela beleza. O filme é um prato cheio de diversão, sem exigir muita reflexão, ideal para uma sessão descontraída.
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Em resumo, temos duas opções distintas. A Múmia busca um universo compartilhado com efeitos visuais, mas peca no roteiro. Já Baywatch entrega diversão leve e exagerada, sem grandes pretensões. A escolha dependerá do gosto do espectador.



