Segundo a Prefeitura da cidade, situação é de responsabilidade do Estado, e afirma que tem cobrado a solução para o problema
Falta de Remédios de Alto Custo em Ribeirão Preto
Famílias em Ribeirão Preto enfrentam a falta de medicamentos de alto custo na farmácia estadual, afetando o tratamento de doenças crônicas. Igor Henrique Guimarães Barato, desenvolvedor de sistemas, relata dificuldades em acessar o infliximab, essencial para controlar sua doença de Crohn, desde dezembro. A falta de informação sobre a disponibilidade do medicamento agrava a situação, deixando pacientes à mercê da falta de remédios e com risco à saúde.
Impacto na Qualidade de Vida
A doença de Crohn, sem cura, exige tratamento contínuo com infliximab, medicamento de alto custo (R$ 6.000 por ampola). Giselle Bullões, biomédica diagnosticada com a doença há 12 anos, ficou sem o medicamento desde setembro de 2023, conseguindo acesso apenas em março de 2024. Ela destaca a importância do tratamento para manter sua qualidade de vida e capacidade de trabalho. A interrupção do tratamento pode levar a retrocessos, perda da qualidade de vida e até risco de morte.
Ações Legais e Responsabilidades
O advogado Robson Firmino afirma que o acesso à saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado. Daniela Rodrigues, mãe de um jovem com doença crônica, relata os desafios de arcar com o custo do medicamento na ausência do fornecimento pelo SUS. Em caso de atrasos contínuos, o advogado recomenda que os pacientes entrem com ações judiciais para garantir o fornecimento imediato do medicamento. A prefeitura de Ribeirão Preto afirma que a farmácia de alto custo é responsabilidade do Estado, mas cobra solução do governo estadual e do Ministério da Saúde. A Secretaria de Assistência Farmacêutica do Estado afirma que a compra e distribuição dos medicamentos são de responsabilidade do Ministério da Saúde, que ainda não se posicionou sobre a situação.
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A falta de medicamentos de alto custo impacta diretamente a vida de muitos moradores de Ribeirão Preto, gerando preocupações e incertezas quanto ao acesso a um direito fundamental: a saúde. A falta de comunicação e a responsabilidade dividida entre Estado e Ministério da Saúde dificultam a solução do problema, deixando pacientes em situação vulnerável.



