Alta registrada foi de até 4,76%; preço da carne também subiu, por causa do reajuste no ICMS
Em abril, o aumento de até 4,76% no preço de medicamentos afetou os 19 mil itens comercializados no país. A medida gerou reclamações e mudanças de hábitos entre os consumidores, como relatado por Danilo Ferreira, gerente de uma farmácia em Batatais.
Reação do Consumidor
Segundo Ferreira, muitos clientes estão pesquisando preços em outros estabelecimentos antes de comprar, ou buscando alternativas mais baratas. A reação varia de acordo com o perfil do consumidor, mas a rejeição ao aumento é evidente. Em alguns casos, a solução passa por uma consulta médica para a substituição do medicamento por uma opção mais acessível.
Alternativas e o Papel do Farmacêutico
Farmacêuticos podem auxiliar na busca por medicamentos com o mesmo princípio ativo, mas mais baratos, sempre com a orientação médica. Apesar de o setor farmacêutico ter se mostrado resiliente à crise econômica, observa-se uma desaceleração desde o ano passado. O economista Edgarmon Fortmerlo prevê que as redes varejistas repassarão os novos preços gradualmente, possivelmente com promoções para minimizar o impacto.
Leia também
Impacto do ICMS na Carne
Além do reajuste nos medicamentos, a volta da cobrança do ICMS sobre a carne em São Paulo, após dez anos, adiciona outro desafio ao setor. Considerando a recente operação “Carne Fraca” e a consequente queda nas vendas, o economista acredita que o repasse do imposto ao consumidor será difícil, devido à concorrência e à possibilidade de substituição por outros produtos, como peixes. O aumento do ICMS será de 11%, com redução de 7% para varejistas que compram diretamente de abatedouros ou frigoríficos. A alta procura por pescados, observada após a operação “Carne Fraca” e durante a quaresma, corrobora essa previsão.



