Pesquisador Luiz Guilherme de Siqueira Branco explica relação dos medicamentos com a doença e resultado após experimentos
Pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (USP) estão estudando a eficácia de medicamentos para ansiedade e depressão no tratamento da Covid-19, em um estudo também realizado nos Estados Unidos. O professor Luiz Guilherme de Siqueira Branco, líder da pesquisa, explica a relação entre essas substâncias e a doença.
Inflamação Sistêmica e a Covid-19
O estudo foca na inflamação sistêmica, um processo que afeta diversos órgãos e está relacionado a doenças como hipertensão, câncer e diabetes. A Covid-19, além de afetar os pulmões, também impacta o sistema nervoso central. A pesquisa busca modular o excesso de inflamação, que pode levar a complicações graves.
A Serotonina como Fator-Chave
A serotonina, um neurotransmissor, é o foco da pesquisa. Estudos em ratos mostraram que a serotonina reduz a inflamação sistêmica. Os pesquisadores buscam replicar esses experimentos com substâncias que mimetizam infecções virais e, futuramente, com o próprio vírus Sars-CoV-2, em colaboração com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP).
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Resultados e Próximos Passos
Embora os resultados em laboratório sejam promissores, o professor destaca que ainda são necessários mais seis meses de pesquisa para determinar a eficácia da serotonina em humanos. Estudos nos Estados Unidos mostram resultados preliminares positivos. A pesquisa na USP busca entender melhor os mecanismos de ação da serotonina e seu impacto na resposta imune. O estudo é financiado pela FAPESP e busca contribuir para o arsenal terapêutico contra a Covid-19, lembrando que o uso desses medicamentos não deve ser feito sem orientação médica.
É importante ressaltar que, apesar dos resultados positivos, não se deve iniciar o uso de medicamentos para ansiedade e depressão sem orientação médica como forma de prevenção ou tratamento da Covid-19. A pesquisa continua em andamento, buscando contribuir para um melhor tratamento e compreensão da doença, reforçando a importância do isolamento social e uso de máscaras até que a vacinação seja amplamente eficaz.



