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Remédios para emagrecer aumentam relatos de gravidez não planejada

Remédios para emagrecer aumentam relatos de gravidez não planejada
Remédios para emagrecer
Remédios para emagrecer aumentam relatos de gravidez não planejada

Remédios para emagrecer aumentam relatos de gravidez não planejada

O aumento de relatos de gravidez não planejada entre mulheres que utilizam medicamentos para emagrecer, como a semaglutida (Ozempic, Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro), tem gerado preocupação entre médicos e autoridades de saúde. O fenômeno, apelidado de “Bebês Mounjaro” nas redes sociais, inclusive motivou um alerta recente de órgãos reguladores no Reino Unido.

A Relação entre Medicamentos para Emagrecer e Falha Contraceptiva

Dezenas de mulheres relataram falhas na contracepção, especialmente aquelas que utilizavam pílulas anticoncepcionais. Acredita-se que o principal motivo esteja ligado ao mecanismo de ação desses medicamentos, que imitam hormônios responsáveis por reduzir o apetite e retardar o esvaziamento do estômago. Esse atraso no esvaziamento gástrico pode interferir diretamente na eficácia da pílula anticoncepcional, diminuindo sua absorção.

Anticoncepcionais Orais: O Principal Alvo da Interação

Segundo a ginecologista e obstetra Dra. Gianni Bordin, substâncias como a tirzepatida e a semaglutida podem interferir na absorção dos anticoncepcionais orais. A especialista relata já ter acompanhado um caso de “bebê Mounjaro”, onde a paciente engravidou mesmo utilizando a pílula anticoncepcional. A lentidão no esvaziamento e na absorção intestinal, causada pela medicação para emagrecer, diminui a eficácia do contraceptivo oral. Métodos contraceptivos injetáveis, implantes e DIUs (dispositivos intrauterinos), incluindo os medicados, não apresentam, até o momento, relatos de interação com esses medicamentos.

Fertilidade e Acompanhamento Médico

O emagrecimento em si também pode influenciar a fertilidade da mulher. A perda de peso pode melhorar a fertilidade, aumentando as chances de gravidez. Doenças como a síndrome do ovário policístico e a obesidade podem dificultar a concepção, e o emagrecimento reverte esse quadro. Dra. Bordin ressalta a importância do acompanhamento ginecológico para mulheres que utilizam essas medicações, similar ao que ocorreu com o aumento de gestações pós-cirurgia bariátrica. É fundamental que a paciente discuta com seu médico qual o melhor método contraceptivo para o seu caso, considerando os riscos de interação medicamentosa. Na ausência de orientação médica, o uso de preservativos é recomendado para evitar a gravidez.

Portanto, mulheres que utilizam medicamentos para emagrecer, especialmente os orais, devem estar cientes do risco de falha contraceptiva e buscar orientação médica para escolher um método contraceptivo adequado.

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