Vereadores adiaram decisão sobre os 28% em sessão da Câmara tumultuada, que teve a presença de servidores municipais
A sessão da Câmara Municipal gerou polêmica ao discutir o parcelamento das dívidas da prefeitura, incluindo o pagamento de 28% aos servidores municipais. Houve protestos e embates entre a prefeitura e o sindicato.
Parcelamento da Dívida e Protesto dos Servidores
A proposta de parcelamento, que previa a quitação em 2024, foi alterada para dezembro de 2020, gerando insatisfação do sindicato dos servidores. O sindicato defende o retorno imediato aos repasses conforme o cronograma original e se opõe ao parcelamento.
A Decisão da Câmara e o Presidente do Sindicato
O presidente do sindicato, Laerte Carlos Augusto, foi impedido de usar a tribuna da Câmara por não ter comparecido às reuniões da Comissão de Estudos que analisava o pagamento. O presidente da Comissão, Renato Zucolotto, justificou a decisão pela falta de participação do sindicato nas discussões prévias. Laerte Carlos Augusto contestou a decisão, mas a considerou compreensível. Os servidores presentes aguardavam um posicionamento do sindicato, que lamenta a impossibilidade de se manifestar na Câmara.
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Implicações e Perspectivas
O acordo de 28,35% representa um dos principais débitos da prefeitura, somando quase 250 milhões de reais. Embora cerca de 70% da dívida inicial (412 milhões de reais em setembro de 2008) já tenha sido quitada, a prefeitura argumenta dificuldades financeiras para arcar com os pagamentos conforme o previsto. A proposta de parcelamento em 44 vezes até 2020, com acréscimo de 5,94%, busca evitar o ingresso do caso na justiça e consequentes atrasos. A situação permanece tensa, com a necessidade de um acordo que atenda tanto aos servidores quanto à situação financeira do município.



