Fio usado nas pipas chega a cortar quatro vezes mais do que as linhas com cerol; agentes prometem operação para coibir prática
Em julho, o céu das cidades brasileiras se enche de cores com a tradicional brincadeira de soltar pipas. Uma diversão antiga que persiste entre as crianças, como relatam alguns jovens em entrevista.
A brincadeira e seus riscos
Apesar da alegria proporcionada, a prática de soltar pipas apresenta perigos significativos. Muitos jovens utilizam linhas com materiais cortantes, como o cerol e o chileno, que podem causar acidentes graves. A facilidade de acesso a esses materiais, encontrados em pequenas lojas de bairro, aumenta a preocupação. A prática de enrolar a linha em dedos para maior segurança também é comum, apesar dos riscos.
Acidentes com pipas: um perigo real
A entrevista cita o caso de Ricardo Samuel Espósito, técnico em farmácia que teve o pescoço e dois dedos cortados por uma linha de pipa com cerol em 2007. Este relato ilustra a gravidade dos acidentes que podem ocorrer, mostrando que a brincadeira, muitas vezes vista como inofensiva, pode ter consequências trágicas.
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Fiscalização e conscientização
Em São Paulo, existe uma lei que proíbe o uso e a venda de linhas cortantes para pipas. A fiscalização em bairros como Ribeirão Preto visa apreender linhas cortantes e conscientizar pais, crianças e adolescentes sobre os perigos. Esta ação conjunta entre a Vara da Infância e Juventude, a Polícia Militar e a prefeitura busca proteger a população e garantir a segurança de todos. A multa para quem for pego usando linhas cortantes é alta, e estabelecimentos que as comercializarem podem ter seus alvarás cassados. Soltar pipas é uma atividade recreativa, mas a segurança deve ser prioridade. A conscientização e a fiscalização são fundamentais para reduzir os riscos associados a essa brincadeira.



