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Representante da Apas critica medida de fechamento dos mercados em Ribeirão: ‘não funciona’

Rodrigo Marinho teme novas aglomerações na reabertura das lojas na segunda-feira (22)
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Rodrigo Marinho teme novas aglomerações na reabertura das lojas na segunda-feira (22)

Rodrigo Marinho teme novas aglomerações na reabertura das lojas na segunda-feira (22)

Em meio ao anúncio de lockdown em cidades como Ribeirão Preto e Araraquara, supermercados foram tomados por consumidores temendo a falta de produtos. A correria gerou filas e transtornos. Para entender a situação, conversamos com Rodrigo Maranhero, gerente de relações institucionais e comunicação da Associação Paulista de Supermercados (APAS).

A problemática do fechamento de serviços essenciais

Segundo Maranhero, o fechamento de supermercados, mesmo em situações de emergência, gera problemas. A restrição de acesso a um serviço essencial causa aglomerações, tanto no momento do fechamento quanto na reabertura, contrariando os esforços de distanciamento social e aumentando o risco de contágio. A cadeia de abastecimento, no entanto, não sofreu rupturas; a falta de produtos em alguns estabelecimentos ontem se deveu à corrida aos supermercados, situação já normalizada hoje.

Alternativas e desafios do delivery

Sobre a alternativa do delivery, Maranhero destaca a dificuldade de atender toda a população, considerando a desigualdade de acesso à internet e smartphones. A experiência em Araraquara, com um aumento de 1.175% na demanda de delivery, demonstra a impossibilidade de suprir a necessidade de uma cidade inteira por esse meio, mesmo com o funcionamento total dos supermercados. A logística e a estrutura necessárias para tal demanda são complexas e demandam tempo e investimento.

Monitoramento, preços e segurança

A APAS orienta seus associados a controlar o acesso às lojas para evitar aglomerações. Embora houvesse rumores de saques e arrastões, a APAS não recebeu relatos concretos de problemas desse tipo. O monitoramento é feito regionalmente, e em casos de incidentes graves, a associação busca informações junto às autoridades de segurança pública. Quanto aos preços, Maranhero garante que os supermercados trabalham com margens de lucro baixas e buscam evitar aumentos abusivos, mantendo diálogo com órgãos como a Secretaria de Agricultura e Abastecimento e o Procon. A redução do ICMS sobre leite pasteurizado e carne bovina, anunciada pelo governo do Estado, ainda precisa ser analisada para avaliar seu impacto nos preços ao consumidor.

A situação demonstrou a importância dos supermercados como serviços essenciais e a necessidade de estratégias que garantam o acesso da população a produtos básicos, mesmo em momentos críticos, minimizando riscos e garantindo a segurança de consumidores e colaboradores.

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