Diretor do Consórcio, Carlos Roberto Cherulli ainda afirmou que precisará de mais investimento para construção de plataformas
Em sessão extraordinária na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, o diretor do consórcio ProUrbano, Carlos Roberto Scheruli, prestou esclarecimentos sobre o contrato de concessão do transporte coletivo da cidade. A reunião, que durou mais de duas horas, abordou diversos pontos polêmicos do acordo firmado com a prefeitura.
Investimentos em plataformas e a Estação Catedral
Scheruli afirmou que os R$ 18 milhões (R$ 25 milhões com correção) previstos para construção de plataformas já foram totalmente utilizados, descartando novos investimentos do consórcio em obras desse tipo. Quanto à Estação Catedral, concluída mas ainda não entregue, o diretor alegou que a obra foi realizada conforme autorização da prefeitura e que o projeto já foi entregue. Ele enfatizou que a ProUrbano não investirá mais recursos na estação.
Passageiros transportados e desequilíbrio financeiro
O diretor do consórcio informou que o número de passageiros transportados (cerca de 3 milhões mensalmente) está abaixo da previsão inicial do edital (3.390.000 passageiros). Essa diferença, segundo Scheruli, gera um desequilíbrio financeiro para a empresa. Entretanto, essa justificativa foi questionada pelo vereador Marcos Papa, presidente da CPI do Transporte, que apontou um retorno financeiro acima do esperado para a ProUrbano (16%, enquanto a taxa mundialmente aceita é de 8% a 12%). Papa anunciou a continuidade da investigação, buscando aprofundar a análise dos dados financeiros com auxílio de técnicos.
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Obras irregulares e reajuste de tarifa
A CPI também contestou a situação da Estação Visconde de Inhaúma, considerada irregular por apresentar problemas estruturais. A ProUrbano terá que refazer o terminal. Por fim, foi anunciado um reajuste de 4,5% na remuneração dos motoristas, que será repassado ao usuário. Das sete estações previstas no contrato, apenas cinco estão em operação.
A sessão na Câmara de Ribeirão Preto gerou debates acalorados sobre o contrato de concessão do transporte público, com divergências entre as informações apresentadas pelo consórcio e as conclusões da CPI. As investigações prometem trazer novos desdobramentos no futuro.



