Unidades vivem severa crise financeira; nos últimos seis anos mais de 300 hospitais fecharam ou deixaram de atender pelo SUS
As Santas Casas e entidades filantrópicas formam a maior rede de atendimento hospitalar do sul do Brasil, atendendo até mais que a rede pública em alguns casos. Apesar disso, enfrentam sérios problemas financeiros, o que motivou um encontro em Brasília com deputados e senadores.
Pressão em Brasília por Financiamento
Mais de 100 dirigentes de hospitais filantrópicos de 18 estados brasileiros se reuniram com políticos da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas. O objetivo é sensibilizar os parlamentares sobre a grave situação financeira do setor e buscar apoio para projetos em tramitação no Congresso Nacional que podem agravar ainda mais a crise.
Impacto na Saúde Pública
A importância das Santas Casas para a população é inegável. Elas realizam metade dos atendimentos de média complexidade do SUS e 70% dos atendimentos de alta complexidade, incluindo oncologia, cardiologia e transplantes. Em muitas cidades, são a única opção de atendimento público. Nos últimos seis anos, mais de 300 hospitais fecharam as portas ou interromperam os atendimentos pelo SUS, com consequências devastadoras para a população.
Leia também
Subfinanciamento e Promessas não Cumpridas
O subfinanciamento é um dos principais problemas. O SUS paga apenas 60% do custo real dos atendimentos, obrigando os hospitais a cobrir a diferença. A situação é agravada pela falta de liberação de um auxílio de R$ 2 bilhões prometido pelo governo no ano passado, que ainda não foi votado. Os representantes das Santas Casas percorreram os gabinetes dos senadores buscando aprovação de projetos que garantam o financiamento necessário para a manutenção desses serviços essenciais.
A busca por soluções para garantir a sustentabilidade das Santas Casas é crucial para a saúde pública brasileira, assegurando o acesso da população a serviços de saúde de qualidade.



