Levantamento aponta que 2 mil estabelecimentos fecharam e 10 mil pessoas foram demitidas durante a pandemia em Ribeirão
Cobranças e dificuldades enfrentadas pelo setor de bares e restaurantes
Representantes da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e do sindicato dos hoteleiros de Ribeirão Preto se uniram para pedir apoio do Ministério Público (MP) contra a prefeitura, imobiliárias e CPFL Paulista. O setor enfrenta dificuldades há quase cinco meses, devido ao fechamento de estabelecimentos por conta da pandemia de coronavírus.
Pedidos ao Ministério Público
As principais reivindicações incluem a implementação de políticas de isenção e renegociação de impostos e taxas pela prefeitura. Outro ponto crucial é a investigação sobre as cobranças consideradas abusivas de água pela ERP, que estaria utilizando a média de consumo anterior à pandemia, quando o consumo era maior, para calcular as contas atuais. Os empresários também denunciam práticas abusivas de imobiliárias em relação aos valores de aluguel e pedem a intermediação do MP com a CPFL Paulista para a criação de um programa de parcelamento especial de débitos de energia, além do acompanhamento das cobranças de juros, multas e cortes de serviço.
Resposta das autoridades
A prefeitura afirmou que a secretaria da fazenda estuda uma política fiscal para o setor. A ERP negou cobranças abusivas, afirmando que os usuários podem solicitar revisão de consumo. A CPFL declarou que oferece diversas formas de quitação de débitos para clientes residenciais e comerciais. O Ministério Público informou que se reunirá com todas as partes para avaliar as ações a serem tomadas.
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O setor de bares e restaurantes de Ribeirão Preto busca soluções para amenizar os prejuízos causados pela pandemia, contando com a intervenção do Ministério Público para garantir negociações justas com os órgãos públicos e privados envolvidos.



