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Reserva de poltronas no cinema incomodava munícipes

Ouça o quadro 'A Cidade há 90 anos', com Rosana Zaidan
Reserva de poltronas cinema
Ouça o quadro 'A Cidade há 90 anos', com Rosana Zaidan

Ouça o quadro ‘A Cidade há 90 anos’, com Rosana Zaidan

Em um mergulho nos arquivos do Jornal da Cidade, resgatamos uma curiosa reportagem de 90 anos atrás que ecoa até os dias de hoje. A cena? A inconveniente prática de reservar lugares em teatros e cinemas, um costume que, aparentemente, já incomodava (e muito!) os frequentadores da época.

O Drama da Reserva Indevida

O texto da reportagem, assinado por um autor anônimo, expõe a frustração de quem buscava um momento de lazer e se deparava com a barreira dos assentos “reservados”. A reclamação central era a falta de consideração de alguns espectadores, que se apropriavam de cadeiras para amigos ou conhecidos que sequer haviam chegado. A situação era tão comum que o redator a classificava como um “péssimo costume”, capaz de contrariar aqueles que procuravam no cinema um escape da rotina.

Melindrosas e Almofadinhas: Uma Questão de Companhia?

A reportagem sugere que as jovens da época, as “melindrosas”, eram particularmente adeptas à prática, reservando cadeiras para seus acompanhantes, os “almofadinhas”. No entanto, a análise mais perspicaz aponta para uma possível motivação adicional: a busca por um pouco de privacidade e a prevenção de companhias indesejadas. A reserva, nesse caso, funcionava como um escudo contra encontros desagradáveis, garantindo um espaço pessoal em meio à multidão.

Um Problema Atemporal

A indignação do redator culmina em uma exclamação em italiano, expressando a ideia de que “mais sorte que isso, só morrendo”. A frase, carregada de sarcasmo, revela o quão irritante era a situação para os frequentadores de teatros e cinemas. A reportagem, ao final, nos faz refletir sobre como certos comportamentos, mesmo os mais triviais, persistem ao longo do tempo, mantendo sua capacidade de gerar desconforto e frustração.

Apesar das mudanças nos hábitos e costumes ao longo das décadas, a essência da questão permanece: o respeito ao próximo e a consideração no uso de espaços públicos. Uma lição que, aparentemente, precisa ser constantemente relembrada.

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