Biomédica e membro da União Pró Vacina, Isabela Martins Gonzaga, esclarece dúvidas sobre as vacinas
Vivemos em um mundo onde é difícil imaginar que, há algumas décadas, doenças como rubéola, meningite, poliomielite e tétano eram causas comuns de morte. Com o avanço da medicina e o desenvolvimento de vacinas, essas enfermidades se tornaram raras, relegadas a um passado distante. Porém, a importância da vacinação tem sido questionada por grupos que aderem a teorias conspiratórias e pseudociência.
União para a Vacina: Combate à Desinformação
Para combater a desinformação e promover a vacinação, surgiu a União para a Vacina, em 2019. Inicialmente focada na produção de materiais informativos e eventos públicos, a iniciativa expandiu suas ações com a pandemia de COVID-19. A União para a Vacina conta com a colaboração de instituições acadêmicas, de pesquisa, poder público e órgãos da sociedade civil, além de cientistas e divulgadores científicos.
Fake News sobre Vacinas: Desmistificando Mitos
Uma das principais fake news combatidas pela União para a Vacina diz respeito às vacinas contra a COVID-19, como a Coronavac. Mitos como a piora de doenças autoimunes, a alteração do DNA e a falta de segurança foram desmentidos com base em dados científicos. As vacinas, segundo a biomédica Isabela Martins Gonzaga, membro da União para a Vacina, passaram por rigorosos testes e se mostraram seguras e eficazes, com efeitos colaterais leves e raros.
Vacinação e Grupos de Risco
Isabela esclareceu dúvidas sobre a vacinação em gestantes e pessoas com doenças autoimunes. Para indivíduos com doenças autoimunes, a vacinação é recomendada devido ao maior risco de complicações com a COVID-19. Já para gestantes de baixo risco, a vacinação não é recomendada no momento, aguardando mais dados de segurança. Mulheres que desejam engravidar podem se vacinar, com a recomendação de esperar 30 dias após a última dose para tentar engravidar.
Apesar das campanhas de conscientização, a resistência à vacinação persiste. A União para a Vacina busca combater o medo e a desconfiança disseminados por grupos antivacina, que utilizam informações deturpadas para criar narrativas alarmistas. A transparência e a honestidade na divulgação de dados científicos são essenciais para recuperar a confiança na vacinação. A inclusão de professores na primeira fase da vacinação foi debatida, mas a prioridade, segundo Isabela, deve ser dada aos grupos de maior risco. A União para a Vacina convida a população a participar da campanha “Todos pelas Vacinas”, utilizando as redes sociais para disseminar informações corretas e combater a desinformação.



