Responsáveis reclamam de falta de professores em escolas municipais de Ribeirão Preto
A situação da Escola Municipal Paulo Freire, localizada no bairro E. Torre e Gônã, em Ribeirão Preto, tem gerado preocupação. Alunos, pais e profissionais da unidade relatam uma série de problemas, desde a falta constante de professores até a ausência de itens básicos de higiene.
Falta de Professores e Produtos de Higiene
Segundo o professor e presidente do Conselho Escolar, Cristiano Lima Floriano, a falta de produtos básicos de higiene, como sabonete, agrava a situação. Ele relata que a ausência de sabonete nos banheiros impede a higienização adequada das mãos, especialmente em um período de clima seco e alta concentração de poeira no ar. A gestão da escola informou que a solicitação desse material seria de responsabilidade de uma empresa terceirizada, o que levou o conselho a buscar esclarecimentos junto à Secretaria Municipal de Educação.
Repercussão e Contraponto da Secretaria
Após a denúncia inicial de um pai, que preferiu não se identificar, sobre a liberação precoce de alunos por falta de professores, o secretário da Educação, Valdir Martins, classificou os casos como pontuais e informou que o processo de credenciamento de novos professores estava em andamento. No entanto, novos relatos de pais de outras escolas municipais contradizem essa afirmação, indicando que a falta de professores é um problema mais amplo.
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Contestação e Demandas do Conselho Escolar
Cristiano Lima Floriano contesta as declarações do secretário, afirmando que o quadro de professores não está completo, especialmente após a redução obrigatória das jornadas imposta pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Ele aponta para um déficit de aproximadamente 350 professores pedagogos só do primeiro ao quinto ano, além da falta de especialistas do sexto ao nono ano. O professor defende a realização de um novo concurso público e critica o modelo atual de contratação por meio de credenciamento, que, segundo ele, traz profissionais sem vínculo com a comunidade escolar.
A Secretaria Municipal da Educação, em nota, afirmou que as escolas possuem mecanismos para suprir a ausência temporária de professores e que a equipe gestora da Escola Municipal Paulo Freire já foi orientada sobre os procedimentos para solicitar os materiais de higiene. Uma reunião do conselho escolar está agendada para discutir esses problemas, com a esperança de que sejam resolvidos não só na Paulo Freire, mas em outras escolas municipais.



