Casarão foi construído em 1922 e é um dos patrimônios de Ribeirão; ouça o presidente do Conppac, Lucas Gabriel Pereira
O Palacete Camilo de Matos, localizado no centro histórico de Ribeirão Preto, próximo ao Quarteirão Paulista, entre as ruas Duque de Caxias e Tbilissá, passará por um processo de restauração. Construído em 1922, o casarão foi residência de Joaquim Camilo de Matos, vereador e prefeito da cidade, e posteriormente de seu filho, o ex-prefeito Luiz Augusto Gomes de Matos, até 2006.
Início da Restauração e Etapas
A restauração, iniciativa da iniciativa privada, terá início em breve. Segundo Lucas Gabriel Pereira, presidente do COMPACT (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural de Ribeirão Preto), a primeira etapa focará na restauração da fachada externa, do hall de entrada e de um cômodo no pavimento superior. Etapas posteriores avaliarão o restante do imóvel, garantindo um trabalho detalhado e catalogado.
Importância Histórica e Preservação
O Palacete Camilo de Matos representa um importante marco na história de Ribeirão Preto, refletindo a prosperidade da cidade no auge da produção cafeeira. Sua arquitetura, representativa da década de 1920, com influências europeias, inclui elementos como o piso de madeira, vitrais importados da França e o estilo Art Déco. A preservação destes elementos originais é crucial para manter a identidade histórica do imóvel. O casarão faz parte de um projeto de implantação de uma “cidade das luzes” em Ribeirão Preto, espelhando a cultura e os costumes da Belle Époque francesa.
Abertura à Comunidade e Incentivos
O proprietário do imóvel, que pretende residir no local, comprometeu-se a abrir o palacete para visitações guiadas, iniciando com a Feira do Livro. Como contrapartida ao cuidado com o patrimônio histórico, ele terá direito a incentivos tributários, demonstrando a importância da parceria público-privada na preservação do acervo cultural da cidade. A restauração do Palacete Camilo de Matos representa um ganho significativo para Ribeirão Preto, preservando a memória e a identidade da cidade.



