Um ano após a restrição do uso de celulares nas escolas, os primeiros resultados já aparecem em unidades de Ribeirão Preto. A mudança tem impactado diretamente o comportamento dos alunos, com mais interação social, maior participação em sala de aula e aumento na frequência de espaços como bibliotecas.
Segundo especialistas e profissionais da educação, o ambiente escolar passou por uma transformação visível. Durante os intervalos, o silêncio antes dominado pelo uso de telas deu lugar a conversas, jogos e atividades coletivas entre os estudantes.
Convivência
Para facilitar a adaptação, escolas passaram a investir em alternativas ao uso dos celulares, como jogos de tabuleiro, atividades artísticas e dinâmicas em grupo. A estratégia tem incentivado a socialização, inclusive entre alunos mais tímidos.
O novo cenário também favoreceu a criação de vínculos entre os estudantes, que passaram a aproveitar melhor os momentos fora da sala de aula para interação presencial. Outro reflexo importante foi o aumento na procura pela biblioteca. O espaço ganhou protagonismo e passou a ser mais utilizado pelos alunos, com crescimento nos empréstimos de livros.
De acordo com a responsável pelo Centro de Recursos de Aprendizagem, o ambiente ficou mais tranquilo e colaborativo, sem as interrupções causadas por notificações de celulares. Além disso, os estudantes têm buscado obras relacionadas aos conteúdos das aulas.
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Aprendizado
Dentro da sala, professores relatam melhora no foco e no rendimento. Sem a distração constante dos aparelhos, os alunos participam mais das atividades e retomaram hábitos como copiar conteúdos e acompanhar explicações com mais atenção.
A medida segue uma tendência apoiada por dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, que indicam prejuízos do uso excessivo de celulares no desempenho escolar.



