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Restrições no comércio, mas como fica o transporte público?

Milhares de pessoas se expõem diariamente ao risco de infecção dentro dos coletivos; frota na cidade opera com 82% do total
transporte público
Milhares de pessoas se expõem diariamente ao risco de infecção dentro dos coletivos; frota na cidade opera com 82% do total

Milhares de pessoas se expõem diariamente ao risco de infecção dentro dos coletivos; frota na cidade opera com 82% do total

Riscos do transporte público em tempos de pandemia

Usuários do transporte público em Ribeirão Preto enfrentam diariamente o risco de contágio pelo novo coronavírus. Ônibus lotados, com passageiros próximos uns dos outros, mesmo utilizando máscaras, criam um ambiente propício à transmissão do vírus. A diarista Mirtenes dos Santos, que utiliza quatro ônibus diariamente para ir e voltar do trabalho, relata as dificuldades e o medo constante de se infectar. A falta de linhas suficientes, principalmente nos horários de pico, agrava a situação, forçando as pessoas a se aglomerarem em veículos superlotados.

Medidas de proteção individual e responsabilidade coletiva

Para se protegerem, muitos passageiros redobram os cuidados. Maria do Carmo Ferreira de Assis, costureira, optou pela máscara N95, considerada mais eficaz que as máscaras de tecido, devido à impossibilidade de manter o distanciamento social dentro dos ônibus. O médico infectologista Ulisses Strogoff reforça a importância da ventilação e destaca que a transmissão aérea é um dos principais meios de propagação do vírus em ambientes fechados e pouco ventilados como os ônibus. Ele recomenda o uso da máscara N95 ou, em alternativa, o uso de face shield, principalmente em ambientes fechados e com grande proximidade entre pessoas. O álcool em gel também é essencial para a higienização das mãos.

A responsabilidade do poder público e das empresas de transporte

A redução da frota de ônibus em Ribeirão Preto, em decorrência da pandemia, contribui para o problema da superlotação. O infectologista aponta a responsabilidade tanto do poder público, pela falta de fiscalização, quanto das empresas de transporte, pela não ampliação da frota para atender à demanda. A lotação excessiva dos ônibus é considerada incompatível com o controle da pandemia, exigindo medidas urgentes por parte das autoridades e empresas responsáveis.

A situação delicada enfrentada pelos usuários do transporte público em Ribeirão Preto demonstra a necessidade de ações efetivas para garantir a segurança e a saúde da população. A combinação de medidas de proteção individual com a responsabilidade do poder público e das empresas de transporte é fundamental para minimizar os riscos de contágio e controlar a propagação do vírus.

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