Aos finais de semana e feriados apenas os serviços considerados essenciais poderão funcionar
São Paulo endurece regras de combate à pandemia
Novas medidas restritivas entram em vigor
A partir de hoje, novas regras de classificação de fase do Plano São Paulo entram em vigor. Regiões como Franca e Barretos retornam à fase vermelha, enquanto Ribeirão Preto permanece na laranja, com restrições. Durante a semana, das 6h às 20h, as cidades seguem as regras de suas respectivas fases. No entanto, das 20h às 6h, todas as cidades do estado passam para a fase vermelha, com fechamento total do comércio não essencial. As restrições também valem para os finais de semana de 30 e 31 de janeiro e 6 e 7 de fevereiro.
Na fase vermelha, apenas serviços essenciais permanecem abertos. Transporte coletivo, oficinas, pet shops, e outros serviços podem funcionar. Comércio, salões de beleza e academias fecham suas portas para atendimento presencial. Bares e restaurantes ficam limitados a delivery e take away.
Leia também
Reações divergentes ao novo decreto
A decisão tem gerado diferentes reações. O Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto (Cincovarp) afirma que acatará as medidas, considerando a piora nos índices da pandemia e a lotação hospitalar. Já a Associação Comercial de Ribeirão Preto lamenta a falta de diálogo entre o governo do estado e o setor produtivo, e critica a população que não colabora com as medidas sanitárias. A associação de bares e restaurantes da região de Ribeirão Preto e Franca se opõe ao endurecimento das regras e pretende recorrer ao Ministério Público.
A importância do distanciamento social e o desafio da fiscalização
A situação econômica gerada pelas restrições é preocupante, afetando empregos e negócios. A falta de novas políticas de geração de emprego e renda em todas as esferas de governo (federal, estadual e municipal) é apontada como um problema crucial. Infectologistas reforçam que o distanciamento social é fundamental para conter o avanço do vírus, alertando para a ineficácia do aumento de leitos sem a colaboração da população. O aumento de festas clandestinas e aglomerações, que sobrecarregam a vigilância sanitária e colocam vidas em risco, é um fator agravante.
Os altos índices de ocupação hospitalar e a realização de eventos com grande número de pessoas, mesmo após alertas, demonstram a complexidade do cenário. A situação exige medidas mais eficazes e a conscientização da população para o cumprimento das regras sanitárias. A falta de empatia e respeito com o próximo, principalmente com aqueles que dependem do sistema público de saúde, contribui para a gravidade da crise.



