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Resultado de contágio das festas de fim de ano devem acontecer do meio para o fim de janeiro

Pesquisador e professor da Unesp, Vitor Valenti, é quem analisa a situação
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Pesquisador e professor da Unesp, Vitor Valenti, é quem analisa a situação

Pesquisador e professor da Unesp, Vitor Valenti, é quem analisa a situação

O aumento de casos de covid-19 e gripe preocupa a região. Para discutir o assunto, conversamos com o pesquisador e professor da Unesp, Vítor Emílio Graça Valente.

Projeções para o início de 2024

Segundo o Dr. Valente, considerando o tempo de incubação da Ômicron (cerca de 3 dias) e o pico de inflamação da doença (até 10 dias), somente no fim de janeiro teremos uma ideia do impacto das festas de fim de ano nos números de casos e internações em Ribeirão Preto. Uma possível alta no meio ou fim de janeiro indicaria a repercussão das festas. Para que a situação seja considerada controlada, espera-se baixa nos números de internações e infecções até o fim de fevereiro, indicando sucesso da vacinação.

H3N2 e Covid-19: Comparação e Riscos

O Dr. Valente explica que o H3N2, apesar de mais leve que a Covid-19, sofreu mutações que facilitam sua disseminação, podendo até se tornar um novo epicentro pandêmico. A Covid-19, embora tenha uma agressividade maior que a influenza, com a vacinação, pode ter seu impacto reduzido a níveis semelhantes ao da gripe em 2024 ou 2025. Atualmente, a Ômicron se dissemina mais facilmente que variantes anteriores.

Vacinação e Cenários Futuros

Em Ribeirão Preto, cerca de 24 mil pessoas que tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 ainda não tomaram a segunda. Embora a maioria da população esteja vacinada, esse número é preocupante, pois a fácil disseminação da Ômicron pode causar impacto considerável. A recomendação é que as pessoas se vacinem e tomem as doses de reforço, especialmente com o inverno se aproximando. Quanto ao futuro da Covid-19, o Dr. Valente acredita que, apesar do surgimento de novas variantes ser possível, a pandemia pode acabar em 2024, com a doença se tornando endêmica, circulando de forma mais leve, mas exigindo atenção contínua e vacinação.

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