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Seis palmeiras imperiais centenárias, que se tornaram um símbolo da região central de Ribeirão Preto, foram derrubadas no dia 28 de setembro, gerando comoção e questionamentos sobre o manejo arbóreo na cidade. As árvores, originárias da América Central, haviam sido transplantadas da Avenida Gerônimo Gonçalves para a rotatória Amin Calil.
O Diagnóstico e a Derrubada
Em entrevista à CBN, o secretário de Meio Ambiente de Ribeirão Preto, Daniel Gobi, explicou que as palmeiras já estavam condenadas. Segundo ele, o problema central era a deterioração do caule, que se tornava vulnerável após o transplante. Essa fragilidade, combinada com a ação de pica-paus, teria levado à morte das árvores.
Replantio e Desafios na Arborização Urbana
Gobi também abordou o plano de replantio na cidade, destacando as áreas mais carentes de arborização. A zona norte e o centro foram mencionados como regiões prioritárias. No centro, o secretário apontou um desafio adicional: a resistência de alguns comerciantes à plantação de árvores, devido a preocupações com a fachada dos estabelecimentos e questões de segurança.
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A Seca e o Transplante
O engenheiro agrônomo Hamilton de Oliveira Júnior acrescentou que a seca acentuada dos últimos dois anos também prejudicou o desenvolvimento das palmeiras transplantadas para a rotatória Amin Calil. Outros exemplares foram remanejados para o Parque Maurílio Biage, onde não apresentaram os mesmos problemas.
O episódio levanta discussões sobre as melhores práticas de transplante e os desafios da arborização urbana em um contexto de mudanças climáticas e pressões do desenvolvimento.



