País possui 148 focos da doença, a maior parte em animais migratórios; até o momento, nenhum caso foi em granjas de larga escala
Aves Migratórias e o Risco da Gripe Aviária no Brasil
A volta das aves migratórias ao Brasil acende um alerta para as autoridades: a gripe aviária. Cerca de cinco bilhões de aves migram anualmente pelo mundo, desempenhando papel crucial nos ecossistemas. Porém, essas aves podem ser hospedeiras e disseminadoras de doenças, como o vírus H5N1, causador da gripe aviária.
Situação da Gripe Aviária no Brasil em 2023
Em 2023, o Brasil registrou, pela primeira vez, casos da doença. Dos quase 150 focos, a maioria ocorreu em aves migratórias, principalmente entre setembro e dezembro. O esforço de contenção se concentra em evitar que a contaminação, inicialmente no litoral, alcance as granjas avícolas, impactando o comércio de frangos e ovos.
Medidas Preventivas e Impacto Econômico
Apesar dos 148 focos de gripe aviária em 2023, a doença não atingiu granjas comerciais em larga escala. Contudo, a disseminação para essas áreas exigiria o sacrifício de animais, reduzindo a oferta e afetando o mercado interno e as exportações. O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo e o segundo maior produtor, situação que torna o controle da doença ainda mais crítico. Os três focos em aves de criação foram em pequenas propriedades litorâneas, locais de parada das aves migratórias. A aglomeração aumenta o risco de contato com secreções de animais infectados. Granjas, associações, Ministério da Agricultura e órgãos estaduais monitoram a situação, realizando inspeções e coletando material genético para ações preventivas, visando proteger regiões com alta atividade avícola.
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O monitoramento constante e as ações preventivas são essenciais para proteger a avicultura brasileira e evitar impactos econômicos significativos. A situação exige vigilância contínua e colaboração entre diferentes setores para minimizar os riscos da gripe aviária.